
O Grupo Parlamentar do PS/Açores entregou na Assembleia Legislativa um requerimento para obter informação detalhada sobre a execução do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR) na Região, incluindo a execução financeira, a evolução dos marcos e metas e os investimentos retirados, reduzidos ou substituídos.
Segundo uma nota de imprensa divulgada ontem pelo PS/Açores, o requerimento pretende permitir uma avaliação rigorosa do nível de execução do PRR nos Açores e identificar os investimentos que ainda falta concretizar.
O líder parlamentar socialista, Berto Messias, considera que o PRR “representou uma oportunidade muito importante para a Região” e permitiu concretizar investimentos relevantes nas várias ilhas. Nesta fase, defende, “importa termos informação rigorosa que permita avaliar a sua execução e perceber o que ainda falta concretizar”.
Berto Messias recorda que a participação dos Açores no PRR foi assegurada durante o último Governo Regional liderado pelo Partido Socialista, período em que, segundo o dirigente socialista, foram também definidas as principais prioridades de investimento para a Região.
Entre a informação solicitada pelo PS/Açores está a execução financeira das diferentes medidas, a evolução dos respetivos marcos e metas e os investimentos que tenham sido retirados, reduzidos ou substituídos.
O grupo parlamentar pretende ainda conhecer a distribuição dos investimentos por ilha e por área, bem como identificar os projetos que não serão concluídos no âmbito do PRR e saber de que forma será assegurada a sua concretização.
“Queremos saber, com rigor, o que foi executado, o que ficou por concretizar e que soluções estão previstas para os investimentos que não forem concluídos no âmbito do PRR”, afirma Berto Messias, citado na nota de imprensa. “É essa informação que permitirá fazer uma avaliação séria da execução do Plano nos Açores”, acrescenta.
O requerimento incide também sobre os apoios às empresas. Neste âmbito, o PS/Açores solicita informação relativa aos 125 milhões de euros previstos, incluindo os montantes protocolados com o Banco Português de Fomento.
O partido pretende, em particular, saber quanto desse montante chegou efetivamente às empresas açorianas e quais os resultados alcançados através destes apoios.
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