LUÍS GARCIA HOMENAGEIA DEPUTADOS DA I LEGISLATURA

“Ser o primeiro é uma responsabilidade que só se percebe verdadeiramente com o passar do tempo”, afirmou Luís Garcia durante o encontro, de acordo com a nota de imprensa divulgada ontem pela Assembleia Legislativa da Região Autónoma dos Açores (ALRAA).

A iniciativa reuniu alguns dos deputados da I Legislatura, bem como os líderes dos grupos e representações parlamentares atualmente com assento no Parlamento Regional.

Na ocasião, o Presidente da ALRAA recordou o contexto em que, em 1976, foi criada a Assembleia Regional dos Açores, salientando que então “não havia experiência parlamentar açoriana”, nem “uma prática consolidada”.

Luís Garcia sublinhou também que não existiam respostas para muitas das questões que atualmente se colocam à Assembleia Legislativa. “Havia sim uma responsabilidade nova e a necessidade de a exercer”, afirmou.

Evocando Álvaro Monjardino, primeiro Presidente do Parlamento açoriano, Luís Garcia dirigiu uma palavra de reconhecimento aos primeiros deputados presentes no encontro: Liberal Correia, João Paulino, José Pacheco de Almeida, José Borges de Carvalho, João Bettencourt Silva, Fernando Faria Ribeiro, Maria de Fátima Lopes, Adelaide Teles, António Belarmino Azevedo, Delmar Bizarro e Maria Regina Ribeiro.

A homenagem pretendeu, através destes representantes, reconhecer igualmente todos os deputados que integraram a I Legislatura.

O Presidente da ALRAA recordou ainda o primeiro Presidente do Governo Regional, João Bosco Mota Amaral, e José António Martins Goulart, enquanto protagonistas do mesmo momento fundador da Autonomia. Segundo Luís Garcia, ambos não puderam estar presentes “por motivos de força maior”.

“As ausências não apagam a importância do que hoje celebramos”, afirmou.

Nesse contexto, o Presidente da Assembleia Legislativa defendeu que “esta homenagem não pode separar o Parlamento do Governo que então nasceu”, considerando que “os dois fazem parte do mesmo momento fundador”.

Luís Garcia recordou a responsabilidade assumida por aqueles que, logo após a aprovação da Constituição, tiveram de “legitimá-la, institucionalizá-la e dar-lhe rumo firme”, com o objetivo de construir uma Região unida e promover “um desenvolvimento integral, equilibrado e solidário de todas as suas parcelas”.

Na intervenção, o Presidente da ALRAA destacou ainda a defesa da Autonomia como uma orientação permanente ao longo dos últimos 50 anos.

“Se há outra orientação que nos guiou ao longo deste meio século, foi a defesa intransigente da Autonomia e a luta permanente pelo seu aprofundamento e evolução”, afirmou.

Luís Garcia defendeu, por fim, a continuidade desse caminho, sustentando: “Temos de continuar sem vacilar. Queremos mais e melhor Autonomia, com mais meios para que ela cumpra os seus propósitos aqui neste Portugal insular.”

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