A Secretaria Regional do Ambiente e Ação Climática rejeitou as críticas do líder do PS/Açores, Francisco César, à situação dos bombeiros da Região, defendendo que o setor registou nos últimos cinco anos um reforço sem precedentes ao nível dos meios, financiamento, remunerações e capacidade operacional.
A Secretaria Regional do Ambiente e Ação Climática contestou as recentes declarações do líder do PS/Açores, Francisco César, sobre a situação dos bombeiros açorianos, considerando que as críticas não correspondem à realidade atual do setor e ignoram os investimentos realizados pelo Governo Regional nos últimos anos.
Numa nota à imprensa divulgada ontem, a tutela afirma que as declarações do dirigente socialista revelam “uma preocupante falta de conhecimento da realidade do setor” e uma tentativa de desvalorizar o trabalho desenvolvido pelo executivo regional na valorização das corporações de bombeiros.
Segundo a Secretaria Regional, a situação encontrada pelo atual Governo em 2020 era marcada por falta de investimento, meios envelhecidos, ausência de um modelo de financiamento regular para as associações humanitárias e remunerações que não acompanhavam as exigências da profissão.
A tutela refere que, ao contrário do que foi afirmado por Francisco César, o atual executivo procedeu à renovação significativa da chamada “frota vermelha”, salientando que os governos socialistas não adquiriram qualquer viatura deste tipo durante mais de uma década.
De acordo com a nota, desde 2020 foram adquiridas 28 viaturas vermelhas para os corpos de bombeiros dos Açores, estando mais cinco já adjudicadas para entrega em 2027. Foram ainda adquiridas 21 ambulâncias destinadas ao reforço da capacidade de socorro, num investimento global superior a oito milhões de euros.
A Secretaria Regional destaca igualmente a criação de um modelo de financiamento regular para as associações humanitárias de bombeiros, uma reivindicação antiga do setor. O apoio anual, que começou nos 500 mil euros, ascende atualmente a 750 mil euros, sendo distribuído através de critérios considerados objetivos e transparentes.
No plano das remunerações, o Governo Regional sustenta que a Portaria das Condições de Trabalho foi atualizada duas vezes nos últimos dois anos, contrariando as declarações de Francisco César de que os bombeiros aguardam pela revisão deste instrumento.
Segundo os dados divulgados, a remuneração base de um bombeiro em início de carreira passou de cerca de 720 euros em 2020 para 1.014 euros em 2025, representando uma valorização próxima dos 40%. No topo da carreira, os vencimentos passaram de pouco mais de 1.200 euros para valores superiores a 1.600 euros.
A nota à imprensa refere ainda que o investimento na emergência médica pré-hospitalar aumentou 70%, passando de 4,9 milhões de euros em 2020 para 8,3 milhões de euros em 2026. O número de tripulantes afetos ao serviço cresceu de 220 para 277 elementos.
Outro dos aspetos destacados pela Secretaria Regional é a criação de um modelo de apoio às Escolas de Infantes e Cadetes, medida que permitiu, segundo a tutela, aumentar em 57% o número de escolas e em 82% o número de alunos envolvidos.
No conjunto do Sistema Regional de Proteção Civil, o Governo Regional afirma ter investido mais de 60 milhões de euros nos últimos cinco anos, correspondendo os dois últimos anos aos maiores planos de investimento de sempre no setor dos bombeiros nos Açores.
A concluir, a Secretaria Regional do Ambiente e Ação Climática considera legítimo defender mais investimento para os bombeiros, mas rejeita aquilo que classifica como uma tentativa de ignorar os avanços alcançados. A tutela sustenta que a valorização do setor tem sido concretizada através de investimentos, aumentos salariais, renovação de equipamentos, reforço de equipas e melhores condições de funcionamento para as associações humanitárias.
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