OUTONO VIVO 2026 ARRANCA A 30 DE OUTUBRO COM MEIA CENTENA DE AUTORES E 40 MIL LIVROS

Na apresentação do evento, a Presidente da Câmara Municipal da Praia da Vitória destacou a dimensão da edição deste ano, sublinhando a presença de cerca de meia centena de autores nacionais e regionais, de cerca de uma centena de editoras e chancelas na Feira do Livro — cuja organização e gestão estará a cargo da Letras Lavadas —, de 20 mil títulos e 40 mil livros e de um programa literário e cultural atrativo.

“Em mais uma edição, o Outono Vivo será uma enorme celebração da literatura, dos livros e da criação artística. São inúmeras as razões para várias visitas ao festival, quer pela Feira do Livro quer pelos autores e espetáculos que estarão presentes na Praia da Vitória nos dias do evento”, sublinhou Vânia Ferreira, citada na nota de imprensa.

Inês Pedrosa, João Tordo, Maria João Avillez, Conceição Calhau, Pedro Chagas Freitas, Miguel Monjardino, Urbano Bettencourt, Adolfo Mesquita Nunes e Francisco Moita Flores são alguns dos autores presentes no Outono Vivo 2026.

Segundo a Presidente da Câmara Municipal da Praia da Vitória, um dos elementos de destaque na edição deste ano é a vida e obra de Vitorino Nemésio, dando continuidade à celebração do 125.º aniversário do seu nascimento promovida pela Autarquia.

“Desde logo, teremos a apresentação da biografia do autor destinada ao público infantojuvenil, uma edição da Câmara Municipal que visa dar a conhecer Nemésio aos mais novos. É um trabalho com textos de Diana Zymbron e ilustrações de Luís Cardoso, que será apresentado na tarde de sábado, dia 31. Nesse mesmo dia, teremos ainda a apresentação do livro ‘De ilha a ilha… duas décadas de trocas epistolares entre Vitorino Nemésio e Afonso Lopes Vieira’, da autoria de Cristina Nobre. No dia 11 de novembro, teremos também a oportunidade de conversar com o escritor Urbano Bettencourt, que revisitará o livro Corsário das Ilhas, de Nemésio, numa palestra intitulada ‘Corsário das Ilhas – memória e identidade insular’. Depois desta apresentação, teremos um concerto sobre o autor praiense protagonizado pela Filarmónica das Fontinhas, intitulado ‘Onde a Terra se Faz Memória’. Na galeria da Academia de Juventude e das Artes da Ilha Terceira, teremos, desde o primeiro dia do Outono Vivo, uma exposição evocativa da vida e obra de Nemésio, com destaque para toda a sua produção literária nas primeiras edições de cada livro”, explicou Vânia Ferreira.

A abertura do Outono Vivo está agendada para as 20h00 de sexta-feira, dia 30, a qual inclui a inauguração da exposição sobre a vida e obra de Vitorino Nemésio e da Feira do Livro. A primeira noite encerra com o concerto de João da Ilha e Evandro Meneses, no bar da AJAIT, espaço que será palco das apresentações dos livros e conversas incluídas no programa.

No sábado, dia 31, são apresentados os livros “Se Bem Me Lembro: chamava-se Vitorino Nemésio”, de Diana Zymbron e Luís Cardoso, por João Meneses (15h00); “De ilha a ilha… duas décadas de trocas epistolares entre Vitorino Nemésio e Afonso Lopes Vieira”, de Cristina Nobre, por Marco Meneses (16h30); “Na Rota do Yankee Clipper”, de José Correia Guedes, por Pedro Ventura (18h00); e “Vidas Entrevistas”, de Inês Pedrosa, por Marta Silva (20h00). A noite encerra com uma conversa sobre os Médicos do Mundo e a Frateruno, com Carla Paiva (presidente da Médicos do Mundo) e António Cambim (presidente da Frateruno), a partir das 21h30. Nesta noite, a partir das 21h00, é exibido o filme “Other Mommy”.

No domingo, dia 01, Flávia Medeiros apresenta o livro “Oqueli. O Rapaz Folha”, da autoria de Patrícia Carreiro (15h00); seguindo-se a apresentação dos livros “Engolir Sapo Engorda”, de Conceição Calhau, por Cláudia Meneses (16h30); “Sou uma multidão minúscula”, de Susana Amaro Velho, por Dulce Bradford (18h00); e “O Inferno Cheio”, de João Tordo, por Hugo Tiago (20h00). Pelas 21h30, o Auditório do Ramo Grande acolhe a peça de teatro “O Chão Começou-me a Faltar”, com encenação de Lúcia Moniz, numa parceria entre a Autarquia e a Junta de Freguesia de Santa Cruz.

O programa prossegue nos dias seguintes com apresentações de livros, mesas redondas, poesia, espetáculos e iniciativas dedicadas à diáspora e à história dos Açores. No dia 02, é apresentado “Açoriano, Português e Retornado”, de José Macedo Bernardo, por Álamo Meneses (18h30), e “Mestre Maduro Dias; um poliedro de quantos lados?”, com coordenação editorial de Francisco Maduro-Dias e autoria de Carlos Reis, Diana Gonçalves dos Santos e Miguel Maduro-Dias (20h00). Na terça-feira, dia 03, são apresentados “As aves terrestres dos Açores”, de Sofia Goulart e Rúben Coelho, por Hélder Xavier (18h30), e a noite é dedicada à poesia, protagonizada pelos Poetas da Ilha, acompanhados por Joel Moura (20h00).

No dia 04, o programa reserva a apresentação dos livros “Islands of Dreams and Longing” e “Ao compasso das brumas”, de Aníbal Pires, por Diniz Borges (18h30), e, a partir das 20h00, uma conversa com os leitores a propósito do livro “Ilha Terceira Maçónica”, de José Luís Neto, com a participação de João Maria Mendes, Carlos Bessa, Marta Cruz e Jorge Paulus Bruno. A noite encerra com o espetáculo “Sob as Luas de Álamo”, por BeOMNI Expression (Joana Moreira e Miguel Maduro-Dias), às 22h00, no Auditório do Ramo Grande.

A noite do dia 05 inicia-se, às 18h30, com os Diálogos da Maré “Nova Linguagem, Novo Mundo: O louco de Deus no fim do mundo” (de Javier Cercas), com José Júlio Rocha, Carlos Correia, Carmo Rodeia e Joel Neto, numa parceria da Autarquia com o Seminário de Angra do Heroísmo e a Biblioteca Pública e Arquivo Regional Luís da Silva Ribeiro; seguindo-se, às 20h00, a apresentação da edição fac-simile comemorativa dos 100 anos das “Ilhas Desconhecidas”, de Raúl Brandão, numa conversa entre José Júlio Rocha e Diniz Borges.

Na sexta-feira, dia 06, é apresentado o livro “Between Silence and Vision”, de Assunção Melo, por Diniz Borges (18h30), e, a partir das 20h00, decorre a Noite da Diáspora “Cartografias da Saudade: escrever a distância, habitar a memória”, com Onésimo Teotónio de Almeida e Diniz Borges e moderação de José Andrade, numa parceria com a Direção Regional das Comunidades.

No sábado, dia 07, a partir das 13h30, há Passeio turístico-literário de Vitorino Nemésio (concentração no Largo da Luz), e são apresentados os livros “Atlas das Crianças Estranhas”, de Samuel Pimenta e Helena Soares, por Paulo Freitas (15h00); “Francisco Jorge da Silva Ferreira: o Provedor da Praia”, de Victor Alves, com a presença de Francisco Ferreira (16h30); “A Brevíssima História da Revolução dos Cravos”, de Luís Nuno Rodrigues, por Leandro Ávila (18h00); e “Aguarela de Paris”, de João Pinto Coelho, por Paulo Matos (20h00).

No dia 08, domingo, são apresentados os livros “Os Presentes de Dinis”, de Joana Duque (15h00); “A Lógica das Ideias” e “Açorianidade e Autonomia”, de Eduardo Ferraz da Rosa, por Andreia Fernandes, Jaime Silveira e Paulo Linhares Dias (16h30); “Benjamim”, de Pedro Chagas Freitas, por Flávia Bessa (18h00); e “A Grande Rutura”, de Miguel Monjardino, por Miguel Araújo (20h00).

No dia 09, às 18h30, Cláudia Cardoso apresenta “O Faial à volta da mesa: receitas culinárias que em cadernos se arrolaram (1899-1930)”, de Carla Devesa Rodrigues, e António Maio, a partir das 20h00, apresenta “Temas da História Açoriana, vol. II”, de Carlos Enes. Na terça-feira, dia 10, é apresentado o livro “Caminhos da Autonomia”, de Alzira Silva, por Carlos Enes (18h30), e decorre a mesa redonda “Democracia, Diplomacia e Informação: navegar num mundo em transformação”, com Maria João Avillez e João Vale de Almeida e moderação de David Lopes (20h00).

O programa para o dia 11 contém a apresentação do livro “Sob as muralhas da Pax Julia”, de João Pelica, por Ricardo Mourão (18h30), e a palestra “Corsário das Ilhas: memória e identidade insular”, protagonizada por Urbano Bettencourt, no âmbito da comemoração do 70.º aniversário da edição deste livro de Vitorino Nemésio (20h00). Seguir-se-á o concerto “Onde a Terra se Faz Memória”, pela Sociedade Filarmónica das Fontinhas, no Auditório do Ramo Grande (21h00).

No dia 12, são apresentados os livros “Visita Régia”, do Instituto Histórico da Ilha Terceira, coordenado por Álamo Meneses e João Maria Mendes (18h30), e “Index Collectiones – Dicionário de Colecionismo”, resultante da parceria com o Instituto Histórico da Ilha Terceira e com a participação de Adelaide Duarte, Anísio Franco e Carolina Neves (20h00). Na sexta-feira, dia 13, é apresentado o livro “Filha da Louca”, de Maria Francisca Gama, por Eduarda Mendes (20h00), sendo precedido, às 18h30, pela mesa redonda “A inatividade é individual ou é o sintoma de uma comunidade por construir? Jovens NEET, voz família e território”, com Sérgio Nascimento, Maria João Vargas Moniz, Piedade Lalanda e Renato Medeiros.

No sábado, dia 14, além do espetáculo “Aventuras Musicais II – Peer Gynt”, no Auditório do Ramo Grande, pelas 17h00, ocorrerão as apresentações dos livros “Espírito Santo dos Pequeninos”, de Cláudia Borges, por Paulo Freitas, João Drumonde Ornelas, Pedro Lima e Tiago Toste (15h00); “A Felicidade está a um Medo de Distância”, de Manuel Clemente, por Tânia Ferreira (16h30); “Algoritmocracia”, de Adolfo Mesquita Nunes, por Emanuel Areias; e “Sangue e Silêncio no Poço dos Negros”, de Francisco Moita Flores, por António Neves (20h00).

O último dia do Outono Vivo 2026, dia 15, inicia-se pelas 15h00 com a apresentação da Revista Atlântida, do Instituto Açoriano de Cultura, por Rogério Sousa e Álvaro Dâmaso; seguindo-se, às 16h30, o livro “Património Cultural dos Açores: reflexões para uma estratégia integrada”, de José Luís Neto e Nuno Ribeiro Lopes; e às 18h00, “Obra Reunida de Álvaro Monjardino”, do Instituto Histórico da Ilha Terceira, sob coordenação de Tânia Santos e apresentação de Armando Mendes. Pelas 20h00, ocorrerá a mesa redonda “Para Lá das Colunas de Hércules: a descoberta dos Açores e a primeira globalização”, com Carla Devesa, José Guilherme Reis Leite, Francisco Maduro Dias e Maria Velasquez, e moderação de Cláudia Cardoso, numa parceria com a Estrutura de Missão para a Comemoração dos 600 anos da Descoberta dos Açores.

A Feira do Livro é inaugurada no dia 30 de outubro, após a inauguração do Outono Vivo 2026. Nos sábados, dias 31 de outubro e 07 e 14 de novembro, o certame abre às 10h00, encerrando pelas 23h00. Nos domingos, dias 01, 08 e 15 de novembro, a feira abre pelas 10h00 e encerra pelas 22h00. Nas sextas-feiras, dias 06 e 13 de novembro, o espaço abre pelas 12h00 e encerra às 23h00. Nos restantes dias, a Feira do Livro abre às 12h00 e encerra às 22h00. No dia 30 de outubro, a feira encerra às 23h00.

O programa atualizado do Outono Vivo 2026 estará disponível na íntegra no site da Autarquia (www.cmpv.pt) e nas redes sociais municipais, informa o Gabinete de Comunicação da Câmara Municipal da Praia da Vitória na nota de imprensa divulgada quarta-feira, dia 21 de outubro de 2026.

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