
O Governo dos Açores vai avançar com a abertura de um novo curso para a admissão de 20 guardas-florestais, reforçando o efetivo atualmente composto por 53 profissionais. O anúncio foi feito pelo Secretário Regional da Agricultura e da Alimentação durante as comemorações do Dia Regional do Guarda Florestal, realizadas no concelho do Nordeste, em São Miguel.
O Secretário Regional da Agricultura e da Alimentação, António Ventura, anunciou a abertura de um novo curso destinado à admissão de 20 guardas-florestais para os quadros da Região, uma medida que permitirá reforçar o efetivo atualmente constituído por 53 profissionais.
Segundo uma nota de imprensa da Secretaria Regional da Agricultura e da Alimentação, o anúncio foi feito durante as comemorações do Dia Regional do Guarda Florestal, assinaladas recentemente na Reserva Florestal de Recreio do Viveiro de Nordeste, no concelho do Nordeste, ilha de São Miguel.
A cerimónia contou também com a presença do Diretor Regional dos Recursos Florestais e Ordenamento Territorial, Nuno Sousa, e decorreu num local de forte significado histórico para os serviços florestais açorianos. Foi naquele espaço que, em 1952, teve início o projeto de arborização do perímetro florestal micaelense, marcando o arranque da atividade dos serviços florestais na Região.
Na sua intervenção, António Ventura destacou o papel dos guardas-florestais na sociedade açoriana, classificando-os como um “símbolo da autonomia, assumindo uma identidade de natureza e da ruralidade açoriana”.
O governante sublinhou igualmente a importância das múltiplas funções desempenhadas por estes profissionais, cuja atividade se estende a diversas áreas da vida económica, social e ambiental da Região.
“Importa reconhecer a importância da multifuncionalidade dos guardas-florestais, que atuam sobre um grande leque de áreas económicas, lúdicas, sociais e ambientais”, afirmou.
António Ventura recordou ainda o contributo histórico desta classe para o desenvolvimento das ilhas, destacando o papel desempenhado na abertura de caminhos rurais, na melhoria das acessibilidades para a agropecuária e para as comunidades, bem como na sensibilização para a conservação dos recursos florestais.
“Os guardas-florestais fizeram parte do desenvolvimento dos Açores, estiveram na abertura de muitos caminhos, possibilitando acessibilidades para a agropecuária e para as comunidades, e asseguraram, desde longa data, a sensibilização para a conservação da floresta”, declarou.
O Secretário Regional lembrou também que a floresta ocupa cerca de 30% do território açoriano, salientando a importância destes profissionais na proteção e valorização deste património natural.
“Os açorianos veem os guardas-florestais como guardiães e promotores da floresta e da sua específica diversidade”, afirmou.
De acordo com a nota de imprensa, as competências dos guardas-florestais abrangem um vasto conjunto de funções, incluindo a produção de plantas em viveiro, a recuperação e manutenção de pastagens baldias, o acompanhamento de obras em caminhos rurais, a gestão e fiscalização dos recursos cinegéticos e piscícolas em lagoas e ribeiras, bem como a realização de censos e outras ações de monitorização ambiental.
Durante a cerimónia, o Diretor Regional dos Recursos Florestais e Ordenamento Territorial dirigiu uma mensagem aos profissionais presentes, enaltecendo o valor institucional e histórico da carreira.
“Neste dia importa reconhecer não apenas o trabalho que realizam, mas também o exemplo que representam. A vossa farda simboliza compromisso, autoridade e serviço público, transportando uma história construída ao longo de décadas que importa honrar e preservar”, afirmou Nuno Sousa.
O Dia Regional do Guarda Florestal foi instituído em 1997 como forma de reconhecimento público pelo contributo destes profissionais para a valorização, proteção e utilização sustentável dos recursos naturais dos Açores ao longo de mais de cinco décadas.
Com a abertura do novo curso agora anunciada, o Governo Regional pretende reforçar a capacidade de intervenção dos serviços florestais e assegurar a continuidade de uma atividade considerada essencial para a gestão, conservação e valorização do património natural açoriano.
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