
A Secretária Regional da Juventude, Habitação e Emprego, Maria João Carreiro, afirmou que o ensino profissional nos Açores está hoje “mais moderno, mais qualificado e mais ligado ao futuro”, destacando o investimento de 2,5 milhões de euros na modernização das escolas profissionais. As declarações foram proferidas durante a comemoração dos 30 anos da Escola Profissional da Ilha de São Jorge, numa sessão onde a governante defendeu as reformas implementadas pelo atual executivo regional e sublinhou o papel estratégico do ensino profissional no desenvolvimento económico e social da Região.
O ensino profissional nos Açores atravessa uma fase de renovação e valorização, sustentada por investimentos públicos e por uma estratégia de aproximação entre as entidades formadoras, os jovens e o tecido empresarial. A posição foi defendida pela Secretária Regional da Juventude, Habitação e Emprego, Maria João Carreiro, durante a sessão comemorativa do 30.º aniversário da Escola Profissional da Ilha de São Jorge.
Segundo uma nota de imprensa divulgada no sábado, 30 de maio, pela Secretaria Regional da Juventude, Habitação e Emprego, a governante destacou que foram investidos 2,5 milhões de euros, através do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR) e do Orçamento da Região, na modernização dos equipamentos de apoio à formação prática e na criação de ambientes de aprendizagem mais estimulantes para os alunos.
“O Ensino nas Escolas Profissionais está mais moderno, mais qualificado e mais ligado ao futuro”, afirmou Maria João Carreiro, defendendo que o atual Governo Regional optou por promover mudanças estruturais no setor.
“Enquanto outros se limitaram a gerir o sistema de Ensino e Formação Profissional, nós escolhemos reformá-lo, valorizá-lo e aproximá-lo dos jovens e das empresas”, declarou.
Durante a sua intervenção, a responsável pela tutela salientou que o trabalho desenvolvido pelo executivo de coligação PSD/CDS-PP/PPM, em articulação com as escolas profissionais, tem permitido encontrar respostas mais adequadas para os desafios atuais e futuros de um setor que considera estratégico para o desenvolvimento dos Açores.
“Quando há visão, investimento e propósito, o Ensino Profissional mexe-se, evolui e ganha prestígio. O Ensino Profissional na Região está hoje mais dinâmico, mais atrativo e mais bem preparado para continuar a garantir que os Açores dispõem dos talentos e das qualificações necessárias para enfrentar os desafios”, sustentou.
De acordo com a governante, as escolas profissionais açorianas contam atualmente com mais alunos e uma oferta formativa mais diversificada do que em 2021. Acrescentou ainda que se verifica uma crescente valorização social desta via de ensino, tanto por parte dos jovens como das respetivas famílias.
Maria João Carreiro considerou que cada vez mais estudantes encaram o ensino profissional como uma primeira opção de formação, deixando de o ver como uma alternativa de recurso. Paralelamente, assinalou um reforço da confiança dos pais e encarregados de educação nas propostas formativas disponibilizadas pelas escolas profissionais.
A secretária regional aproveitou também a ocasião para responder às críticas dirigidas à ação governativa nesta área, defendendo que o reconhecimento dos progressos alcançados constitui um exercício de transparência e responsabilidade.
“Há quem nos acuse de triunfalismo. Para nós, Governo dos Açores, recusar o triunfalismo é um ato de responsabilidade; reconhecer os avanços é um dever de honestidade. Há quem diga que apresentamos hoje como grande conquista aquilo que em larga medida recebemos como herança, quando na verdade a herança que recebemos foi pesada, difícil e marcada por muitos problemas por resolver”, afirmou.
Na mesma intervenção, recordou que, em 2021, perante a ausência de uma estratégia clara para o setor, o Governo dos Açores lançou a Agenda Regional para a Qualificação Profissional, apresentada como um instrumento estratégico destinado a colocar o ensino e a formação profissional no centro das respostas aos desafios sociais, económicos e demográficos da Região.
Outro dos aspetos destacados pela governante foi a decisão de compensar financeiramente as escolas profissionais pelas penalizações associadas às desistências de alunos, decorrentes do modelo de financiamento anteriormente em vigor.
“Avançámos com uma compensação inédita a todas as Escolas Profissionais, num investimento público regional global de 1,3 milhões de euros, o que significou um alívio financeiro para estas entidades formadoras certificadas”, lembrou.
Apesar dos avanços registados, Maria João Carreiro reconheceu que subsistem desafios importantes, nomeadamente na adequação da oferta formativa às necessidades do mercado de trabalho e no reforço da formação dirigida a trabalhadores empregados e desempregados.
Nesse contexto, apelou a uma articulação mais estreita entre empresas e entidades formadoras certificadas, defendendo a criação de soluções de formação ajustadas às necessidades concretas dos diferentes setores económicos.
A governante reservou ainda palavras de reconhecimento para a Escola Profissional da Ilha de São Jorge, que assinalou três décadas de atividade ao serviço da qualificação dos jovens jorgenses.
Maria João Carreiro classificou a instituição como uma das mais relevantes da ilha, considerando que o seu percurso “orgulha pela obra feita e pela perseverança”. Destacou igualmente a capacidade da escola para acolher a inovação e enfrentar novos desafios, contribuindo para a qualificação dos formandos e para o fortalecimento da economia regional.
As comemorações dos 30 anos da Escola Profissional da Ilha de São Jorge serviram, assim, de palco para um balanço da evolução do ensino profissional nos Açores e para a reafirmação da aposta governamental num setor considerado fundamental para a formação de recursos humanos qualificados e para o desenvolvimento sustentável da Região.
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