MANUEL SÃO JOÃO ANUNCIA REFORÇO DA QUOTA DO GORAZ E DEFENDE CORRESPONSABILIZAÇÃO

O Secretário Regional do Mar e das Pescas garantiu esta quinta-feira, em Angra do Heroísmo, um reforço da quota do goraz para 2022.

“Em resultado das diligências efetuadas junto das instâncias comunitárias, o Governo dos Açores recebeu a comunicação de que a quota do goraz para o corrente ano será reforçada em 66 toneladas, o que significa que teremos em 2022 uma quota global de 666 toneladas, ou seja, mais 11% que em 2021”, disse Manuel São João citado em nota publicada no portal do Governo dos Açores.

Recorde-se que o responsável da tutela pela pasta do Mar e das Pescas reuniu, em Angra do Heroísmo, com o Sindicato dos Pescadores da Ilha Terceira e com a Associação Terceirense de Armadores.

“Trata-se de uma excelente notícia para o setor”, referiu o governante, acrescentando que “com mais esta conquista, reforçamos que todo o processo terá que ter uma maior corresponsabilização de todos os intervenientes”.

O Secretário Regional do Mar e das Pescas salientou a necessidade de entendimentos alargados entre Governo, associações representativas do setor e armadores para uma melhor gestão da quota do goraz.

“Cabe ao Governo, em parceria com os legítimos representantes do setor, definir as regras para que as capturas de determinadas espécies, incluindo as do goraz, possam assegurar uma sustentabilidade económica, mas também social. A responsabilidade tem de ser conjunta, mas não se pode dar o dito pelo não dito”, salientou.

Segundo Manuel São João, “a proposta do Governo dos Açores para 2022 assentou numa repartição trimestral das 600 toneladas de quota anual, existindo, paralelamente, uma repartição por ilha de acordo com o histórico de capturas”.

“A opção recaiu no pressuposto de garantir maior rendimento aos armadores, atribuindo um maior volume da possibilidade de pesca em épocas do ano em que o goraz é mais valorizado”, acrescentou.

De acordo com o governante, o que se verificou neste primeiro trimestre de 2022 foi que a quota estabelecida esgotou no início deste mês, o que se ficou a dever às condições meteorológicas excecionais que se verificaram.

“A Federação das Pescas dos Açores entende que a repartição trimestral deve ser expurgada e que existe maturidade suficiente das associações e dos armadores para a gestão da quota, pelo que agora vamos ouvir todos os representantes dos pescadores, uma vez que nem todos partilham da posição da Federação”, referiu Manuel São João.

“O Governo continua a entender que a repartição trimestral tenderia a ser mais favorável. Se o setor associativo entender que a solução deve ser outra, estamos aqui para ouvir e decidir”, concluiu.

© GRA | Foto: SRMP/GRA | PE

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