PS/TERCEIRA ACUSA GOVERNO DE FALHAR NAS ACESSIBILIDADES AÉREAS

O Secretariado da Ilha Terceira do PS/Açores considera que 2026 é já o pior ano da última década em termos de acessibilidades aéreas à ilha Terceira, apontando a saída da Ryanair como um fator determinante para a redução da oferta de voos internacionais.

Segundo uma nota de imprensa divulgada pelo Secretariado da Ilha Terceira do PS/Açores, durante o atual Verão IATA a ilha contará apenas com sete voos operados por companhias aéreas estrangeiras, situação que o partido considera revelar um forte agravamento da conectividade aérea da Terceira.

Na mesma nota, os socialistas afirmam que, mesmo durante o período em que essas ligações estarão disponíveis, a Terceira terá “45 vezes menos voos” do que São Miguel e “300 vezes menos” do que a Madeira.

O PS Terceira responsabiliza o Governo Regional, liderado pela coligação PSD/CDS-PP, por este cenário, considerando que o executivo “abandonou a Ilha Terceira” e que esta situação está a contribuir para uma retração da economia local.

Os socialistas sustentam ainda que “começa a surgir desespero nos empreendedores”, bem como falta de confiança por parte de potenciais investidores, acrescentando que os terceirenses sentem “cada vez mais que a Terceira está a ficar para trás”.

Perante este contexto, o Secretariado da Ilha Terceira do PS defende a adoção de medidas urgentes para inverter a situação, começando pela procura de alternativas que compensem o impacto da saída da Ryanair da ilha.

Na nota de imprensa, o partido propõe igualmente uma distribuição mais equilibrada das ligações aéreas internacionais pelos aeroportos da Região, reduzindo a concentração das rotas num único aeroporto, bem como a definição de uma estratégia de médio prazo para a mobilidade e o turismo da Terceira, que seja calendarizada, operacionalizada e dotada de financiamento.

O PS Terceira alerta ainda que estas medidas assumem maior importância numa altura em que as ligações da ilha ao exterior da Região dependem exclusivamente de duas companhias aéreas cuja privatização deverá estar concluída até ao final do ano, circunstância que, segundo o partido, agrava a incerteza quanto ao futuro da mobilidade dos terceirenses e do desenvolvimento económico da ilha.

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