PPR: AGENDAS MOBILIZADORAS É ASSUNTO “ENCERRADO”, CONSIDERA MÁRIO FORTUNA

O presidente da direção da Câmara do Comércio e Indústria de Ponta Delgada (CCIPD), Mário Fortuna, considerou “encerrado” o assunto das Agendas Mobilizadoras do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR).

Mário Fortuna falava esta sexta-feira à agência Lusa após uma assembleia geral da CCIPD para discutir o processo das Agendas Mobilizadoras, que motivou críticas à instituição e ao Governo dos Açores, por, alegadamente, terem preterido empresas em detrimento de outras.

“O assunto está encerrado, foi clarificado, dissemos aquilo que sabíamos. Da nossa parte estamos de consciência tranquila de que o nosso trabalho foi um trabalho isento. Agora é evidente que existiram problemas de comunicação”, declarou.

Na sequência da polémica, o presidente do executivo açoriano, José Manuel Bolieiro, anunciou que o processo das Agendas Mobilizadoras do PRR, que destinam 117 milhões de euros para a região, ia ser reiniciado.

“Esclarecemos tudo e demos nota claramente que a CCIPD – e muito menos eu – não tomou posições relativamente a quem ficava nas Agendas Mobilizadoras”, afirmou Fortuna.

O empresário e professor universitário avançou ainda que alguns associados foram para a reunião magna com “ideias feitas” sobre o processo.

“Os sócios presentes ouviram e alguns não compreenderem ou não quiseram compreender, mas isso é a dinâmica das associações. Fizemos aquilo que nos cabia fazer”, declarou.

Recentemente, na sequência de críticas de partidos políticos e empresários ao processo de criação das Agendas Mobilizadoras do PRR nos Açores, as associações empresariais de Angra do Heroísmo e Horta emitiram um comunicado a alegar que a liderança do processo das agendas tinha sido da CCIPD, “sem curar de envolver as suas congéneres de Angra e Horta, desrespeitando-as e menorizando a intervenção que, por direito, também lhes cabia”.

Na quinta-feira, o presidente da Câmara do Comércio de Angra do Heroísmo, Marcos Couto, acusou Mário Fortuna de ser o responsável pelo “divisionismo dentro do tecido empresarial” açoriano.

O líder da CCIPD mostrou-se “apreensivo” com as críticas e disse que a posição “fragiliza” a Câmara do Comércio dos Açores (que reúne as instituições da Angra, Horta e Ponta Delgada).

“Relativamente às acusações a Ponta Delgada, Ponta Delgada está apreensiva. É uma situação de apreensão face àquilo que veio a público, nomeadamente a posição da Câmara do Comércio e Indústria da Horta e da Câmara do Comércio de Angra do Heroísmo”, apontou.

Sobre a proposta de criar uma federação de associações nos Açores, que já tinha sido lançada por Fortuna e que é defendida por Marcos Couto, o presidente da CCIPD considerou uma ideia que precisa de “algum debate”.

“A ideia foi uma académica, relativamente à restruturação do associativismo empresarial nos Açores. Até pode ser uma entidade que surja da própria Câmara do Comércio dos Açores. É uma questão estrutural, que vai requerer algum debate para se chegar a alguma conclusão”, concluiu.

© Lusa | Foto: DR | PE

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