PS/AÇORES DENUNCIA FALTA DE MÉDICOS DE ONCOLOGIA EM SÃO MIGUEL

A bancada do PS no parlamento dos Açores denunciou sábado a falta de médicos no serviço de oncologia do Hospital do Divino Espírito Santo, em São Miguel, considerando que poderá colocar em causa “a segurança dos doentes”.

“O Grupo Parlamentar do PS está muito preocupado com a situação que se vive atualmente no serviço de oncologia do Hospital do Divino Espírito Santo, porque, segundo nos foi transmitido, pode estar em causa a segurança dos doentes, a segurança dos atos médicos e a segurança dos próprios médicos”, alertou Francisco César, deputado do PS, no final de uma reunião com a Ordem dos Médicos, realizada em Ponta Delgada.

Segundo explicou o parlamentar socialista, aquele serviço “está com meios muito reduzidos” e “não tem capacidade de resposta” para os mais de 200 doentes que dependem de tratamentos e de acompanhamento médico naquela unidade de saúde.

“No meio de tudo isto, o Conselho de Administração do Hospital, várias vezes avisado pelos responsáveis de serviço e pelos próprios doentes, não respondeu, a tutela também tem conhecimento, e nada foi feito no sentido de resolver esta situação”, lamentou Francisco César, em declarações aos jornalistas.

No seu entender, “é urgente e fundamental” que o Governo Regional e a Administração do Hospital do Divino Espírito Santo “resolvam a situação precária” que atualmente se vive naquele serviço de oncologia.

“Além disso, chegaram-nos relatos de alguma intransigência e de uma presença do Conselho de Administração, não direi persecutória, mas quase persecutória, a muitos dos profissionais que trabalham naquele hospital”, denunciou ainda a bancada socialista.

O grupo parlamentar do PS na Assembleia Legislativa dos Açores já entregou, entretanto, um requerimento no parlamento, a requerer informações sobre a “falta de médicos oncologistas” no Hospital de Ponta Delgada.

Os deputados socialistas pretendem saber quantos médicos estavam afetos ao serviço de oncologia do Hospital do Divino Espírito Santo, no final de setembro de 2021, quantos estavam a prestar consultas de oncologia e quantos estavam em situação de incapacidade temporária.

O requerimento em causa solicita também informações sobre o número de doentes que aguardam por uma primeira consulta de oncologia naquela unidade de saúde, quantos doentes aguardam por segunda consulta e qual os respetivos tempos de espera máximo, à data do mês de setembro de 2021.

E por fim, a bancada do PS pergunta ainda que procedimentos foram desenvolvidos pela administração hospitalar e pela tutela para a contratação de médicos para o serviço de oncologia.

© Lusa | Foto: PS/A | PE

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