BAIRRISMOS REGRIDEM A AUTONOMIA, CONSIDERA A FLA

A Frente de Libertação dos Açores (FLA) considera que “a ausência de um projeto político” para a Região, que resulta da “própria natureza do sistema autonómico”, está a fomentar os “bairrismos” e faz com que a “autonomia que foi progressiva e depois tranquila esteja a ser regressiva”, para tranquilidade dos senhores do Terreiro do Paço e benesse dos gestores políticos regionais.

Em comunicado, a FLA diz que o facto de um “número significativo de açorianos” estar proibidos de participar no sistema autonómico, enquanto outros estão limitados na sua cidadania, porque não podem verdadeiramente “influenciar as políticas dos Açores”, pois “tudo o que é essencial passa por Lisboa”, faz avançar os bairrismos, preconizados por políticos de “qualidade duvidosa” e desprovidos de projeto e ideologia política, que se alimentam dos “preconceitos das populações” para se autopromoveram e “continuar a usufruir das vantagens” com eles alcançadas.

Para a FLA as consequências políticas destes bairrismos são graves porque enfraquece e regride a autonomia dos Açores. Argumenta a FLA, que a “incapacidade política gerada deixa o Terreiro do Paço tranquilo, porque assim deixa de ser incomodado e confrontado com questões que legitimamente os açorianos levantam, o que lhe permite decidir, sem oposição, sobre as questões em que tem interesses, decidindo de livre-arbítrio, sem dar satisfações a quem de direito”.

Por outro lado, diz também a FLA, esta situação “facilita a vida aos políticos regionais empurrando-os para simples administradores e gestores de questiúnculas locais que nada interessam à região como um todo. Nestas condições, mesmo sem projeto, é possível governar o nosso arquipélago, pois basta ir dando resposta a questões soltas que vão surgindo com o quotidiano”.

“Esta ausência de projeto, acompanhada pela promoção da mediocridade, terá uma fatura e esta será paga pelos açorianos. Cada vez mais as soluções são paroquiais e não globais, o que implica a valorização da visão singular em detrimento do interesse coletivo”, lê-se por último no comunicado.

Ler comunicado.

© PE

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