PARCERIAS INTERILHAS SUSTENTAM O AZORES FRINGE FESTIVAL

As parcerias interilhas são um dos pilares do Azores Fringe Festival, que decorre até ao final de junho em várias ilhas dos Açores. A convicção é expressa pela MiratecArts, associação que reúne mais de 700 colaboradores distribuídos pelas nove ilhas do arquipélago e mantém parcerias com dezenas de entidades regionais.

Segundo uma nota de imprensa divulgada pela MiratecArts, o Azores Fringe Festival, primeiro projecto fundado pela associação, procura todos os anos chegar ao maior número possível de ilhas. Na sua 14.ª edição, o festival internacional de artes conta com parcerias internacionais, entre as quais a Embaixada da Áustria, que levou à Biblioteca Auditório da Madalena um dos espectáculos Fringe mais itinerantes da Europa.

Contudo, é ao nível regional e local que o festival encontra uma parte significativa do seu suporte. Citado na nota de imprensa, o presidente da MiratecArts e fundador do Azores Fringe Festival, Terry Costa, afirma que as “parcerias interilhas são o cálcio para o esqueleto do Azores Fringe Festival”.

Entre os parceiros destacados encontra-se a companhia de teatro Cães do Mar, sediada em Angra do Heroísmo, que tem participado regularmente no festival com produções criadas na ilha Terceira e apresentadas no Pico. Nesta edição, a companhia levou ao Auditório da Madalena a peça “Cabalhau” e a performance sensorial para crianças “Bixus”.

Também citada na nota de imprensa, a diretora artística da Cães do Mar, Ana Brum, considera que “a circulação de pessoas e ideias é essencial para um desenvolvimento solidário e harmonizado nos Açores”. A responsável defende ainda que o arquipélago “não pode ser um descontínuo cultural” e que a aposta em parcerias e na partilha de projetos é fundamental para uma política cultural integrada na Região.

A MiratecArts destaca igualmente a participação contínua de outras entidades culturais açorianas, como a Reinventar Ilhas, nas Flores, envolvida desde a primeira edição do festival, e o Atelier de Kaasfabriek, que apresenta programação em São Jorge.

Na mesma nota, Terry Costa defende um reforço da cooperação entre ilhas, sublinhando a necessidade de criar mais oportunidades para que artistas e criadores possam apresentar os seus trabalhos fora da ilha de origem. O responsável considera ainda importante a colaboração entre entidades criativas e espaços públicos, municipais e regionais, lançando o desafio para a criação de uma linha de investimento regional especificamente destinada à mobilidade cultural interilhas.

A programação do Azores Fringe Festival prossegue nas bibliotecas públicas regionais da Horta, Angra do Heroísmo e Ponta Delgada, no Museu Municipal das Lajes das Flores, com atividades do colaborador Pieter Adriaans, do Atelier de Kaasfabriek, em São Jorge, e ainda no Auditório Municipal das Lajes do Pico.

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