PRESIDENTE DO GOVERNO QUER CRIAR ESTATUTO DOS BOMBEIROS NA REGIÃO

O presidente do Governo Regional dos Açores assumiu hoje a intenção de criar um Estatuto dos Bombeiros na região e garantiu a “suficiência do cofinanciamento do erário público” para as associações de bombeiros.

“Este Governo é sensível, quer no quadro legislativo, para dignificar o exercício das associações e dos bombeiros – aqui, como foi referido, quanto ao estatuto, que esperamos construir com bom diálogo, concertação e boas sugestões dos próprios, e também com a nossa perspetiva jurídica e institucional de valorização e dignificação da carreira e do exercício profissional –, bem como a suficiência do cofinanciamento do erário público para o funcionamento das instituições e a componente formativa contínua destas associações”, afirmou José Manuel Bolieiro.

O líder do executivo regional falava hoje aos jornalistas, no Palácio de Santana, onde recebeu uma comitiva da Associação Humanitária de Bombeiros Voluntários de Ponta Delgada (AHBVPD).

Bolieiro respondia ao presidente desta associação, João Paulo Medeiros, que levou àquela reunião “assuntos que se arrastam já há algum tempo e que carecem, portanto, de atenção e de resolução”.

“Desde logo, a questão pertinente do Estatuto dos Bombeiros, o estabelecimento do subsídio de risco para a profissão de bombeiro e também o impacto financeiro que a covid-19 teve nas contas da Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Ponta Delgada e que, apesar da resolução aprovada por unanimidade na Assembleia Legislativa Regional, carece ainda de implementação”, concretizou.

João Paulo Medeiros adiantou que a AHBVPD “teve um impacto financeiro na ordem das centenas de milhares de euros” devido à pandemia de covid-19 e precisa, por isso, “da ajuda do Governo” e da “sensibilidade do senhor presidente do Governo, para que estas questões pertinentes possam ser resolvidas a curto prazo”.

Para José Manuel Bolieiro, o financiamento a estas associações “não pode dispensar também um olhar atento aos equipamentos e meios disponíveis, que é preciso, não só, manter, renovar e acrescentar”.

O presidente do Governo Regional acredita que, “com a boa sensibilização e o recenseamento de todas estas situações”, será possível “aproveitar este período de transição de fundos comunitários disponíveis para cofinanciamentos” e “planear, na sua plurianualidade, estes investimentos e este cofinanciamento comunitário”.

O social-democrata deixou ainda a garantia de que “o XIII Governo é sensível a todas as propostas” destas associações, assumindo que a tutela, a Secretaria Regional da Saúde e do Desporto, tem “responsabilidade e disponibilidade para, em diálogo, acompanhar todas estas sugestões e propostas”.

© Lusa | Foto: DR | PE

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