FONTINHAS: DA NECESSIDADE À INOVAÇÃO, CRIATIVIDADE EM CORES DE TRADIÇÃO

A Junta de Freguesia das Fontinhas (JFF) deparou-se com a necessidade de proceder à manutenção dos abrigos de transportes públicos da freguesia, nomeadamente procedendo à sua pintura. Vai daí, a necessidade deu lugar à inovação e os abrigos ganharam uma nova vida, graças à criatividade do artista local Paulo Neves, que empresta o seu talento na perpetuação das seculares tradições das gentes das Fontinhas.

“Na sequência da manutenção e pintura destes abrigos, pensou-se em tornar o espaço mais agradável, evocando alguns aspetos da nossa freguesia, sejam arquitetónicos, sociais ou culturais”, começa por explicar Paulo Sousa, presidente da JFF, à nossa reportagem, para de seguida nos apresentar os diversos abrigos.

Neste abrigo, na Volta da Ribeira, “fazemos referência a alguns pontos arquitetónicos e naturais da freguesia e que lhe dá identidade, ou seja, ao verde das árvores, fontes, cascatas e chafarizes”, diz o presidente eleito nas últimas autárquicas pelo PSD.

Já aqui, no Cruzeiro Velho, prossegue, “a referência é feita ao povo, que durante o dia se encontravam nos largos ou junto dos chafarizes e aproveitavam estes momentos para «por a conversa em dia». Este local foi escolhido por ser um dos últimos locais onde ainda resistia alguma memória de alguns idosos se sentarem à conversa, inicialmente junto ao chafariz que ali se encontra, mais tarde, neste mesmo abrigo de passageiros”, elucida.

Finalmente, no Areeiro, enquadra Paulo Sousa, “a evocação é feita às cantorias, sendo uma das mais genuínas tradições terceirenses. Sendo que das Fontinhas são vários os nomes que fizeram e fazem com que esta manifestação persista”. Apresentando-nos de seguida, da esquerda para a direita, os respetivos protagonistas: “José Fernando; Galanta; Adelino Toledo —falecido a 27.10.2018; José Pereira — falecido a 01.05.2010; Hélder Pereira e Roberto Toledo”, refere também, que neste local, “num passado recente, eram realizadas as cantorias englobadas nas festas de Nossa Senhora da Pena, e era o sítio onde a procissão «dava a volta», estando retratado na mesma pintura o arco”.

Neste momento já foram intervencionados três abrigos, mas a iniciativa engloba mais dois abrigos, a intervencionar brevemente.

Com esta iniciativa a JFF pretende, segundo diz Paulo Sousa, “valorizar a memória, as tradições, os aspetos culturais e patrimoniais da freguesia”. E remata, “ao avaliar pelas abordagens e comentários das pessoas, percebe-se que os objetivos têm sido alcançados, despertando muitas das vezes sentimentos de nostalgia e concordância, para aspetos que estavam a ficar esquecidos”.

Depois desta pequena visita guiada à nova vida dos Abrigos das Fontinhas, resta observá-los “in loco”, e desta forma encher a vista com as cores das tradições da freguesia das Fontinhas, na visão da sua Junta de Freguesia e no talento artístico de Paulo Neves.

Fotos: © Rui Sousa | PE

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