
O concurso para a substituição do Anel Interilhas de Cabos Submarinos dos Açores deverá avançar no segundo trimestre de 2027, depois de concluído o estudo de base necessário ao lançamento do procedimento, segundo um compromisso transmitido pelo ministro das Infraestruturas e Habitação ao deputado do PSD/Açores na Assembleia da República, Paulo Moniz.
A previsão foi avançada por Paulo Moniz no âmbito da discussão do Orçamento do Estado para 2027 (OE2027), durante a qual questionou o ministro das Infraestruturas e Habitação sobre a entrada em funcionamento do Anel CAM (Continente-Açores-Madeira) e a substituição do atual sistema de cabos submarinos que assegura as ligações entre as ilhas açorianas.
De acordo com uma nota de imprensa divulgada pelo Gabinete de Imprensa do PSD/Açores, o deputado destacou que o Anel Interilhas Açores, que liga sete das nove ilhas do arquipélago, completou 25 anos de vida útil em 2023, manifestando preocupação com a necessidade de substituição da infraestrutura.
“Sabemos que o Anel CAM (Continente Açores-Madeira) vai entrar em funcionamento, mas é urgente e essencial a substituição do Anel Interilhas Açores, que como sabemos foi descurado durante vários anos e que apontamos como prioridade”, afirmou.
Paulo Moniz referiu que a nova infraestrutura deverá integrar características tecnológicas avançadas, incluindo sensores sísmicos, e poderá também contribuir para a defesa da Zona Económica Exclusiva (ZEE).
O deputado recordou que a expectativa inicial apontava para a conclusão do processo e do estudo de base no primeiro trimestre de 2027, de modo a permitir o lançamento do respetivo concurso. Segundo a informação transmitida pelo ministro, o procedimento deverá avançar previsivelmente no segundo trimestre desse ano.
O parlamentar social-democrata acrescentou que o Governo da República assumiu o custo da empreitada, por considerar que a conectividade nacional constitui uma questão de coesão territorial e, por isso, uma responsabilidade nacional, e não regional.
Paulo Moniz estabeleceu ainda um contraste entre esta posição do atual Governo da República e a atuação de anteriores executivos do Partido Socialista.
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