PS/AÇORES ALERTA PARA ACESSIBILIDADES E HABITAÇÃO NAS FLORES

Segundo a nota de imprensa divulgada pelo Grupo Parlamentar do PS/Açores, o encontro teve como objetivo aferir as necessidades de investimento nas diferentes áreas e identificar as respostas mais prementes para a população e para o desenvolvimento económico e social da ilha.

José Eduardo, deputado socialista eleito pelas Flores, destacou as acessibilidades aéreas e marítimas, uma melhor resposta dos cuidados de saúde e uma maior oferta habitacional como fatores fundamentais para a fixação de população nas ilhas mais pequenas.

Ao nível das acessibilidades marítimas, o deputado defendeu maior previsibilidade na chegada de mercadorias à ilha e alertou para a necessidade de encontrar uma resposta para a exportação de gado vivo.

“Um problema que tem sido recorrente e cuja solução tarda em aparecer, causando enormes prejuízos para os produtores”, afirmou.

José Eduardo sublinhou igualmente a necessidade de melhorar as acessibilidades aéreas, de forma a garantir uma resposta mais adequada e atempada aos florentinos que pretendem chegar à ilha, mas também às pessoas que, por motivos de saúde, necessitam de se deslocar.

O deputado socialista destacou ainda o peso do turismo na economia e na dimensão social da ilha, considerando que as ligações aéreas são determinantes para o desenvolvimento do setor.

“O turismo nas Flores tem uma expressão muito relevante, quer no desenvolvimento económico, quer pelo impacto social que tem, e nesta matéria as acessibilidades aéreas são cruciais para garantir o desenvolvimento de todo o setor”, afirmou.

A habitação e a fixação de população estiveram igualmente entre os temas abordados na reunião com a autarquia. José Eduardo defendeu que a permanência de população na ilha depende da existência de condições para trabalhar, criar empresas, constituir família e ter acesso aos bens e serviços necessários.

“Fixar população também significa que quem vive nas Flores tem condições para desenvolver a sua atividade profissional, criar uma empresa, constituir família e ter acesso aos bens e serviços que necessita”, salientou.

O socialista considerou que não é possível pedir aos jovens que regressem às Flores sem assegurar habitação acessível, oportunidades profissionais e serviços públicos capazes de responder às suas necessidades.

Neste contexto, apontou o projeto RAEGE como exemplo, defendendo que o polo previsto para as Flores, que considera um importante instrumento para atrair mão-de-obra especializada e contribuir para a fixação de população, ainda não avançou por “inação do Governo de Bolieiro”.

“Aliás, o que nos têm dito os diversos empresários, entidades e instituições com que temos reunido é isto mesmo: o Governo de Bolieiro abandonou a ilha das Flores e não dá respostas ajustadas às necessidades dos florentinos”, afirmou.

As Jornadas Parlamentares do PS/Açores nas Lajes das Flores incluem também reuniões com empresários e outras entidades da ilha. Entre as organizações já contactadas estão a Associação Agrícola, o Atlético Clube Fajã Grande, a Filarmónica União Operária e Cultural Nossa Senhora dos Remédios e a organização do Trail do Queijo da Fajãzinha.

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