
O Presidente do Governo dos Açores, José Manuel Bolieiro, considera que a condição de Ponta Delgada como Capital Portuguesa da Cultura 2026 constitui uma oportunidade para reforçar a notoriedade dos Açores nos planos nacional, europeu e internacional, destacando o papel da cultura na afirmação da identidade regional, na criação de valor e na projeção externa.
José Manuel Bolieiro falava em Ponta Delgada, no Encontro Fora da Caixa, realizado no Grand Hotel Açores Atlântico e subordinado ao tema “Capital Portuguesa da Cultura 2026 | Quando a Cultura Gera Valor”. A sessão foi moderada pela jornalista Magali Pinto e contou também com a participação de Kátia Guerreiro, Comissária da Ponta Delgada – Capital Portuguesa da Cultura 2026.
Segundo a nota de imprensa divulgada pela Presidência do Governo Regional, o chefe do executivo açoriano considerou que o estatuto atribuído a Ponta Delgada representa uma oportunidade para dar maior visibilidade à cidade e à Região.
“Através da cultura, estamos a dar a Ponta Delgada e aos Açores a notoriedade que justificam”, afirmou, recordando que a Capital Portuguesa da Cultura resulta do processo de candidatura a Capital Europeia da Cultura e parte, por isso, de uma “ambição de projeção nacional, europeia e internacional”.
O Presidente do Governo dos Açores saudou igualmente a criação, pelo Governo da República, da iniciativa Capital Portuguesa da Cultura, que permite às cidades finalistas da candidatura portuguesa a Capital Europeia da Cultura beneficiarem deste reconhecimento nos anos que antecedem a realização do evento europeu.
José Manuel Bolieiro manifestou ainda o desejo de que a iniciativa tenha continuidade, considerando que representa “uma vantagem para o país” e uma forma de distinguir a qualidade e a diversidade cultural existentes no território português.
Na sua intervenção, o governante destacou também a posição geográfica, geopolítica e geoestratégica dos Açores como uma oportunidade para a Região se afirmar enquanto espaço de conhecimento, inovação e experimentação perante as transformações contemporâneas.
“Os Açores podem ser um laboratório do futuro, e a Capital Portuguesa da Cultura também potencia essa ambição”, sustentou.
Para José Manuel Bolieiro, o investimento na cultura apresenta igualmente “capacidade para gerar valor económico”, através da atração de visitantes e do reforço da identidade e do reconhecimento externo dos Açores.
“A cultura afirma o nosso talento, a nossa inovação e a nossa identidade, ao mesmo tempo que projeta os Açores para o futuro”, declarou.
O líder do executivo açoriano defendeu, por fim, que a valorização da história e da identidade regionais deve ser acompanhada pelo investimento no conhecimento, na tecnologia e nas capacidades humanas.
“A valorização da história e da identidade açorianas deve caminhar a par da aposta no conhecimento, na tecnologia e nas capacidades humanas, contribuindo para uma Região cada vez mais aberta, global e reconhecida”, afirmou.
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