GOVERNO REFORÇA CUIDADOS DE PROXIMIDADE NA SAÚDE MENTAL

Mónica Seidi falava na segunda-feira, na abertura da conferência “Saúde Mental – A sociedade ansiosa”, promovida pelo Açoriano Oriental, na Biblioteca Pública e Arquivo Regional de Ponta Delgada.

Segundo a nota de imprensa divulgada pela Secretaria Regional da Saúde e Segurança Social, o reforço da resposta ao nível dos cuidados de saúde primários e da intervenção na comunidade constitui uma das linhas prioritárias de atuação, procurando assegurar que o acompanhamento em Saúde Mental seja prestado, sempre que possível, próximo do local onde as pessoas vivem.

“Temos nove ilhas, três hospitais e três serviços de Psiquiatria. Temos vindo a reforçar o número de profissionais e sabemos que ainda existem necessidades às quais temos de continuar a dar resposta. Ainda assim, importa assinalar a evolução registada nos últimos anos”, afirmou a governante.

De acordo com os dados apresentados por Mónica Seidi, a Região passou de 5,1 psiquiatras por 100 mil habitantes, em 2022, para 6,5 por 100 mil habitantes, em 2026.

Nas ilhas sem hospital, a resposta deverá ser complementada, sempre que possível, através da telemedicina, da deslocação de médicos especialistas e do reforço da articulação entre a Psiquiatria e a Medicina Geral e Familiar, nomeadamente através de consultoria especializada aos médicos de família.

A governante destacou também o reforço da Psicologia nos cuidados de saúde primários. O número de psicólogos nas Unidades de Saúde de Ilha aumentou de 19, em 2019, para 34, em 2026, estando ainda identificadas necessidades adicionais de contratação.

Este reforço teve igualmente reflexos na atividade assistencial. As consultas de Psicologia nos cuidados de saúde primários passaram de cerca de 18.800, em 2019, para aproximadamente 30 mil, em 2025.

No conjunto do Serviço Regional de Saúde existem atualmente mais de 60 psicólogos, correspondendo a um rácio de cerca de 26 profissionais por 100 mil habitantes, valor que, segundo a Secretaria Regional da Saúde e Segurança Social, é superior ao dobro do rácio registado no Serviço Nacional de Saúde.

Mónica Seidi salientou ainda a importância de continuar a reforçar a resposta médica especializada. Atualmente, a Região dispõe de 16 médicos psiquiatras, aos quais se juntam internos de formação específica e mecanismos de colaboração entre instituições, procurando adequar a resposta às características de um sistema de saúde distribuído pelas nove ilhas.

Outra das prioridades apontadas pela secretária regional passa pelo reforço das equipas comunitárias de Saúde Mental, com o objetivo de potenciar uma intervenção multidisciplinar mais próxima das pessoas e uma maior articulação entre os diferentes níveis de cuidados.

Estas equipas desempenham um papel na prevenção, identificação precoce, acompanhamento e referenciação das situações que necessitem de cuidados diferenciados, contribuindo para uma resposta menos centrada exclusivamente no contexto hospitalar.

“Muito foi feito, mas sabemos que há ainda muito por fazer. O caminho passa por continuar a reforçar e a melhorar as respostas, aproximando os cuidados das pessoas e garantindo que nenhum açoriano deixa de ter acesso aos cuidados de Saúde Mental por viver numa determinada ilha”, concluiu Mónica Seidi.

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