O CHEGA/Açores criticou a decisão do Governo Regional de conceder mais 55 milhões de euros em garantias públicas à SATA, defendendo que os contribuintes açorianos continuam a suportar os riscos financeiros da transportadora aérea, enquanto enfrentam elevados custos nas ligações entre os Açores e o continente.
O Chega/Açores voltou a manifestar preocupação com a situação financeira da SATA, criticando o anúncio de mais 55 milhões de euros em garantias públicas atribuídas à companhia aérea. A posição foi divulgada numa nota de imprensa enviada ontem pelo partido.
Segundo o Chega /Açores, sempre que a SATA enfrenta dificuldades financeiras, os encargos acabam por recair sobre os açorianos, considerando que, apesar de o Governo Regional afirmar tratar-se apenas de um aval, os contribuintes assumirão os custos caso a operação não produza os resultados esperados.
Na mesma nota, o partido contrapõe esta situação aos preços praticados nas viagens aéreas entre os Açores e o continente, referindo que muitas famílias continuam a pagar entre 600 e 700 euros por uma passagem aérea.
Para o Chega /Açores, “não faz qualquer sentido” que os açorianos sirvam de fiadores de milhões de euros para a transportadora regional e, simultaneamente, continuem a suportar elevados custos quando necessitam de viajar.
O partido recorda ainda que tem defendido a privatização da SATA Internacional, considerando que essa decisão deveria ter sido tomada antes de a empresa continuar a acumular prejuízos e a aumentar o impacto financeiro sobre as contas públicas da Região.
Citado na nota de imprensa, o líder parlamentar do Chega /Açores, José Pacheco, critica também a forma como a informação sobre a operação foi divulgada.
“Uma decisão desta dimensão, com este montante, chegou primeiro à comunicação social do que ao Parlamento, desrespeitando a instituição que representa democraticamente os Açorianos”, afirmou.
José Pacheco defende igualmente que “os Açorianos não podem continuar a ser o banco da SATA”, sustentando que chegou o momento de pôr fim a uma gestão assente em sucessivos empréstimos e garantias públicas, exigir responsabilidades e colocar “os interesses dos Açorianos acima dos interesses de quem governa”.
© CH/A | PE
