
A deputada do PSD/Açores, Nídia Inácio, defendeu a criação de um Museu Nacional de Arqueologia Náutica e Subaquática no arquipélago, considerando que a instalação desta estrutura representará “um ganho imenso para a Região”. A posição foi reafirmada após uma visita ao Museu de Angra do Heroísmo, numa altura em que decorre na Assembleia Legislativa dos Açores a apreciação de uma iniciativa que reúne o apoio de todos os partidos com representação parlamentar.
Os Açores reúnem condições únicas para acolher o futuro Museu Nacional de Arqueologia Náutica e Subaquática, defendeu a deputada do PSD/Açores, Nídia Inácio, numa nota de imprensa divulgada ontem pelo Gabinete de Imprensa do partido.
A social-democrata falava após uma visita ao Museu de Angra do Heroísmo, instituição que classificou como uma “casa consagrada e premiada”, destacando igualmente o trabalho científico que ali tem sido desenvolvido na área da arqueologia náutica.
Segundo Nídia Inácio, a criação de um museu nacional dedicado a esta especialidade permitirá reforçar a identidade açoriana, contribuindo simultaneamente para o desenvolvimento humano e para a coesão territorial do arquipélago.
A deputada explicou que o PSD/Açores subscreve um projeto de resolução já entregue na Assembleia Legislativa da Região Autónoma dos Açores, que defende a localização da futura estrutura museológica no arquipélago. De acordo com a parlamentar, a proposta reúne o consenso de todas as forças políticas com assento parlamentar e destaca-se pelo seu carácter inovador, uma vez que prevê a instalação de um Museu Nacional fora do território continental português.
Para Nídia Inácio, esta opção representa também um sinal de descentralização e de valorização das regiões autónomas.
A iniciativa surge na sequência de uma petição pública que recolheu milhares de assinaturas e que conduziu à aprovação unânime, no parlamento açoriano, de uma resolução recomendando ao Governo da República a criação do Museu Nacional de Arqueologia Náutica e Subaquática nos Açores.
Na nota de imprensa, a deputada sublinha a relevância científica desta área de estudo, considerando que a arqueologia náutica e subaquática é essencial para compreender as dinâmicas de intercâmbio, exploração e contacto entre povos ao longo da história.
Nídia Inácio recorda que os Açores ocuparam, durante séculos, uma posição estratégica nas rotas de navegação atlântica, o que faz do arquipélago um local privilegiado para a investigação arqueológica subaquática.
“As nossas ilhas representam um cruzamento histórico nas rotas de navegação atlântica, sendo um autêntico epicentro de achados e de naufrágios”, afirmou, destacando particularmente a relevância histórica da baía de Angra do Heroísmo, onde se registaram centenas de naufrágios ao longo dos séculos.
A social-democrata considera que o futuro museu deverá assumir como missão central a salvaguarda, o estudo e a exposição do património subaquático nacional, contribuindo igualmente para a fixação de conhecimento científico e para o desenvolvimento do turismo cultural.
“Todas as razões são válidas para que esse Museu seja nos Açores”, sustentou, defendendo que a Região se distingue pelo contributo histórico dado ao conhecimento e à preservação da herança marítima atlântica e pela projeção internacional alcançada no domínio da arqueologia subaquática.
A concluir, Nídia Inácio alertou para a necessidade de promover um debate técnico e político aprofundado sobre o projeto, de forma a garantir uma gestão eficiente da futura instituição, um modelo de financiamento sustentável e um enquadramento legal adequado.
Segundo a deputada, trata-se de uma iniciativa com potencial para reforçar significativamente a oferta museológica da Região e gerar uma projeção mediática internacional capaz de valorizar ainda mais os Açores.
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