CHEGA DENUNCIA “CAOS” NOS TRANSPORTES PÚBLICOS DE SÃO MIGUEL

As queixas relacionadas com o serviço de transporte público de passageiros em São Miguel têm surgido “quase diariamente”, segundo uma nota de imprensa divulgada sexta-feira pelo Chega/Açores, que aponta problemas nos horários e rotas, na frota utilizada e na aquisição de passes, na sequência da recente mudança de empresa responsável pelo serviço.

Para conhecer a situação no terreno, os deputados do Chega, José Pacheco e Olivéria Santos, reuniram-se com a Direção do Sindicato dos Profissionais dos Transportes, Turismo e Outros Serviços de São Miguel e Santa Maria.

Após o encontro, o líder parlamentar do Chega, José Pacheco, classificou como “caos” os últimos dias para os utilizadores dos transportes públicos, devido às dificuldades em cumprir horários.

“Temos recebido muitas queixas de horários, ou de rotas, que são impraticáveis naquele tempo que estão estipuladas”, afirmou o deputado, acrescentando que o partido tem conhecimento da circulação de autocarros com passageiros em pé e de viaturas mais antigas sem ar condicionado.

José Pacheco manifestou também preocupação com as dificuldades sentidas, sobretudo pelos idosos, na aquisição de passes. “E ainda não começaram as aulas, porque Segunda-feira vai ser o teste de fogo”, alertou.

O parlamentar considerou que a iniciativa privada deve contribuir para dinamizar a economia, mas defendeu que é necessário assegurar o cumprimento dos horários. “Pelo menos os horários têm de ser cumpridos”, afirmou, dando como exemplo o caso de um autocarro que, segundo o partido, terá chegado a Ponta Delgada duas horas depois do previsto, levando os passageiros a perder horas de trabalho.

Os deputados do CHEGA defendem, por isso, uma avaliação do serviço prestado, com a participação dos profissionais do sector, nomeadamente dos motoristas, por considerarem que estes possuem conhecimento direto das dificuldades existentes.

Na nota de imprensa, o Chega/Açores pede ao Governo Regional uma “correção imediata dos termos do concurso público”, para garantir que os utilizadores dos transportes públicos disponham de um serviço adequado àquilo que pagam.

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