
O Governo dos Açores vai implementar, até ao final de 2026, a técnica de trombectomia na Região Autónoma dos Açores, permitindo que os utentes diagnosticados com Acidente Vascular Cerebral (AVC) e com indicação clínica para este procedimento passem a ser tratados no arquipélago.
Segundo uma nota de imprensa da Secretaria Regional da Saúde e Segurança Social, a medida resulta de um projeto apresentado pela Direção Clínica do Hospital do Divino Espírito Santo (HDES) à Direção Regional da Saúde, em articulação com a comunidade nacional de Neurorradiologia de Intervenção.
A Secretária Regional da Saúde e Segurança Social, Mónica Seidi, considera que esta implementação representa “um passo decisivo na qualificação dos cuidados de saúde prestados na Região”.
Citada na nota, a governante sublinha ainda que, com esta resposta clínica, “os Açores deixarão de ser a única região do país onde esta técnica não é realizada”.
O objetivo da implementação da trombectomia passa por permitir que os doentes açorianos possam receber tratamento na Região, evitando evacuações médicas para fora do arquipélago. Entre 2024 e 2025, foram realizadas 78 evacuações para a Região Autónoma da Madeira destinadas a doentes que necessitavam deste procedimento.
De acordo com a tutela, o projeto encontra-se atualmente em fase de planeamento, prevendo-se a entrada em funcionamento da técnica a partir do último trimestre de 2026.
Na nota de imprensa, Mónica Seidi destacou também outras iniciativas desenvolvidas pelo HDES após os constrangimentos provocados pelo incêndio ocorrido na unidade hospitalar.
Entre os projetos referidos encontra-se a utilização de ferramentas de Inteligência Artificial aplicadas à radiologia, permitindo melhorar a capacidade de diagnóstico em contexto de urgência e acelerar a resposta clínica.
Outro dos programas destacados pela governante foi o STOP Infeção 2.0, que permitiu uma redução significativa das taxas de infeção hospitalar entre 2022 e 2025.
Segundo a Secretaria Regional da Saúde e Segurança Social, esta redução contribuiu igualmente para diminuir os dias de internamento hospitalar e gerar uma poupança económica acumulada superior a 400 mil euros.
Para Mónica Seidi, estas medidas demonstram “a capacidade de inovação, qualificação e evolução do Serviço Regional de Saúde”, acrescentando que o objetivo do Governo dos Açores é “garantir cuidados cada vez mais diferenciados, seguros e próximos dos açorianos”.
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