
A Assembleia de Ilha do CDS-PP/Terceira manifestou preocupações quanto à situação política regional, apontando falhas nos setores da saúde, mobilidade, turismo e finanças, segundo comunicado divulgado ontem.
Reunidos numa assembleia participada, os democratas-cristãos da ilha Terceira analisaram o atual contexto político dos Açores, destacando como principais focos de instabilidade governativa áreas como a saúde, a mobilidade, o turismo e as finanças. De acordo com o comunicado, estas problemáticas vão “muito para além das recentes declarações” do presidente do PSD/A e do Governo Regional.
No documento, o partido aponta que os principais problemas identificados na governação da coligação recaem sobre áreas tuteladas por membros do PSD.
A assembleia abordou ainda o tema da autonomia regional, numa altura em que se assinalam 50 anos deste regime político. O CDS-PP anunciou a realização do ciclo de conferências “Refletir a Autonomia”, com o objetivo de promover debate sobre questões estruturais da Região, tendo a saúde como tema inaugural.
No setor da saúde, os democratas-cristãos reiteram a defesa de um sistema centrado no utente e criticam aquilo que classificam como “centralismo”, em particular na ilha de São Miguel. O comunicado aponta para um alegado “duplo centralismo micaelense”, acusando Ponta Delgada de concentrar recursos em detrimento de outras ilhas.
O partido reafirma não se opor à reabilitação do Hospital do Divino Espírito Santo, defendendo, contudo, uma abordagem baseada na complementaridade e redundância do Serviço Regional de Saúde. Critica ainda declarações de responsáveis ligados à análise das obras daquela unidade hospitalar, questionando a sua legitimidade e levantando eventuais conflitos de interesses.
A Assembleia de Ilha do CDS-PP/Terceira exorta também o PSD local e das restantes ilhas a pronunciarem-se sobre o modelo de organização hospitalar na Região, alertando para impactos diretos na prestação de cuidados de saúde aos açorianos.
No final, o partido reafirma o compromisso com a sua “autonomia estratégica e de decisão”, sublinhando que não abdicará da sua identidade própria no contexto da governação regional.
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