
O vice-presidente do PSD/Açores, Carlos Ferreira, defendeu o aprofundamento da autonomia regional dos Açores e da Madeira, sublinhando que o reforço das autonomias constitui um fator de fortalecimento do País. A posição foi expressa durante a sessão de encerramento do 20.º Congresso do PSD/Madeira.
O vice-presidente do PSD/Açores, Carlos Ferreira, defendeu “o aprofundamento da autonomia regional”, destacando “a sua importância para o fortalecimento do País”, numa intervenção que assinalou os 50 anos da autonomia política e administrativa das regiões autónomas portuguesas.
Segundo uma nota de imprensa divulgada no domingo, 19 de abril, pelo Gabinete de Imprensa do PSD/Açores, o social-democrata falava na sessão de encerramento do 20.º Congresso do PSD/Madeira, onde salientou a “reafirmação dos laços históricos e políticos entre os dois arquipélagos”, sublinhando também a tradição de presença recíproca entre as estruturas regionais do partido.
Durante a intervenção, Carlos Ferreira transmitiu ainda uma mensagem “de proximidade política e institucional”, levando uma saudação do presidente do PSD/Açores, José Manuel Bolieiro, ao PSD/Madeira, aos seus novos órgãos e ao líder Miguel Albuquerque.
O dirigente social-democrata destacou que a relação entre os Açores e a Madeira “vai além de uma simples formalidade, refletindo uma história comum de resistência, superação e afirmação”, bem como “um percurso partilhado na defesa da autonomia e na valorização da diversidade territorial de Portugal”.
Para Carlos Ferreira, a autonomia constitui “uma das maiores conquistas da democracia portuguesa”, permitindo aproximar o poder das populações, responder de forma mais eficaz às necessidades locais e garantir maior capacidade de decisão às regiões.
O vice-presidente do PSD/Açores recordou ainda que, antes da autonomia, os arquipélagos eram frequentemente vistos como territórios “distantes e periféricos”, realidade que mudou com o reconhecimento das suas especificidades e identidade própria. “A autonomia integrou melhor os Açores e a Madeira no Estado português”, afirmou, defendendo que “um Estado moderno se constrói com base na confiança e na descentralização”.
Na sua intervenção, Carlos Ferreira referiu também o papel das regiões autónomas em áreas como a saúde, a educação, os transportes, a proteção civil, o turismo e o desenvolvimento económico, considerando que ao longo das últimas cinco décadas demonstraram “maturidade política e sentido de responsabilidade”.
Apesar dos avanços, o dirigente do PSD/Açores considerou que “a autonomia não é uma obra acabada”, defendendo a necessidade de reforçar competências, melhorar os instrumentos de financiamento e assegurar maior participação das regiões nas decisões nacionais e europeias.
Carlos Ferreira destacou igualmente a importância estratégica dos arquipélagos no contexto atlântico, classificando-os como plataformas da Europa e pontos de ligação entre continentes, com potencial nas áreas da economia azul, da inovação e da geopolítica.
Na intervenção, recordou ainda o papel histórico do PSD na construção da autonomia, sublinhando que o partido “esteve na linha da frente desde a sua consagração constitucional”, acrescentando que “nem todos os partidos podem dizer o mesmo”.
O vice-presidente do PSD/Açores apelou ainda à renovação do compromisso com uma “autonomia moderna, responsável e reformista”, capaz de responder a desafios como a demografia, as alterações climáticas, a habitação e a transição digital, defendendo que é essencial envolver as novas gerações neste projeto.
“Celebrar os 50 anos da autonomia é, sobretudo, olhar para o futuro”, afirmou Carlos Ferreira, reforçando que a autonomia continuará a ser “uma das maiores forças de desenvolvimento e de oportunidades para Portugal”.
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