AUTÁRQUICAS 2025: ESTÃO INSCRITOS NOS AÇORES 230.710 ELEITORES

Os Açores contam com 230.710 eleitores inscritos nos cadernos eleitorais para as Eleições Autárquicas do próximo domingo, cujo prazo de inscrição terminou a 27 de setembro. De acordo com os dados disponibilizados pela Secretaria-Geral do Ministério da Administração Interna, este número representa um crescimento de 1.645 eleitores, o que equivale a mais 0,7% face a 2021.

Dos inscritos, 230.389 são cidadãos nacionais, correspondendo a um acréscimo de 1.598 pessoas (+0,7%). Já os cidadãos da União Europeia aumentaram de 220 para 247 (+12,3%), enquanto os eleitores de outras nacionalidades subiram de 54 para 74 (+37,0%).

O concelho de Ponta Delgada continua a ser o maior do arquipélago em número de eleitores, com 65.439 inscritos, mais 239 (+0,4%) do que em 2021. Seguem-se Angra do Heroísmo, com 33.363 eleitores (+127; +0,4%), Ribeira Grande, com 29.281 (+665; +2,3%) e Praia da Vitória, com 19.815 (+489; +2,5%).

No extremo oposto, Vila do Corvo mantém-se como o concelho mais pequeno, com apenas 381 inscritos.

No que diz respeito a eleitores estrangeiros, o concelho da Horta concentra o maior número: 63 não nacionais, sendo 52 da União Europeia e 11 de outras nacionalidades. Logo depois surge Ponta Delgada, com 48.

A Calheta, em São Jorge, que em 2021 não tinha qualquer estrangeiro recenseado, passa agora a contar com dois — um da UE e outro de fora da Europa. Apesar do crescimento, continua a ser o concelho com menor número de inscritos não nacionais.

Na ilha Terceira estão recenseados 20 estrangeiros: 15 em Angra do Heroísmo e 5 na Praia da Vitória. Neste último concelho, os cidadãos não nacionais estão distribuídos por três freguesias: Santa Cruz, Quatro Ribeiras e Porto Martins.

Apesar da proximidade das eleições autárquicas com a população, a abstenção continua a ser elevada.

Em 1979, nas primeiras eleições locais em democracia, a taxa foi de 35,7%, a mais baixa até hoje. Desde então, nunca voltou a descer abaixo dos 40%. Em 1997, atingiu o recorde de 48,2%.

Em 2017, 53,5% dos eleitores participaram, enquanto em 2021 a taxa de participação subiu ligeiramente para 54,2%, deixando ainda assim 45,8% de abstenção.

Com 230.710 eleitores chamados às urnas em 2025, a questão da participação cívica volta a ser central. Como recordam analistas e observadores, o voto continua a ser a base da legitimação democrática.

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