BE/AÇORES QUER AUMENTO DO COMPLEMENTO REGIONAL AO SALÁRIO MÍNIMO PARA 7,5%

O BE/Açores defende a implementação “urgente” de medidas para compensar a “enorme” perda de compra na Região, face à crescente inflação, acrescentando às medidas já aprovadas no parlamento açoriano, “o aumento do complemento regional ao salário mínimo para 7,5%”.

Segundo comunicado, esta segunda-feira enviado às redações, a Comissão Coordenadora do BE/Açores, reunida este fim de semana, considerou “urgente” fazer face à escalada de preços provocados pela inflação e criticou a “falta de ação do Governo Regional” neste domínio.

Em concreto, os bloquistas açorianos reclamam a implementação das medidas aprovadas no parlamento por sua proposta, tais como, o “aumento da remuneração complementar, aumento do complemento ao abono de família, aumento do complemento de pensão e regulação de preços”, e agora, também com o “aumento do complemento regional ao salário mínimo para 7,5%”.

Para o Bloco, o aumento da inflação tem levado a um aumento “incomportável do custo de vida na região”, por isso, o partido considera “fundamental implementar medidas concretas para responder a este problema que as famílias enfrentam”.

Segundo o Bloco, “o aumento do complemento regional ao salário mínimo pretende também dar este sinal à economia e ao sector privado”, indo ao encontro do que o partido defende na Assembleia da República da necessidade de “aumentar todos os salários”.

No comunicado, o BE lamenta que, “até à data, o Governo Regional nada tenha feito para cumprir o que foi aprovado por unanimidade no parlamento dos Açores por iniciativa do Bloco, preferindo deixar o mercado funcionar sem sequer tentar impedir a especulação de preços”.

O partido recorda que a proposta aprovada no parlamento no passado mês de maio, “previa o estabelecimento de margens máximas de comercialização em bens essenciais, bem como a compensação da perda do poder de compra através da remuneração complementar aos funcionários públicos com salários mais baixos e a atualização de apoios sociais regionais”.

“O Bloco exige que o Governo Regional cumpra o que o parlamento deliberou e vai questionar o executivo sobre a sua implementação”, lê-se ainda no comunicado.

Por outro lado, a direção regional do Bloco de Esquerda assinala, sobre a situação política regional, que este Governo de coligação, que “iniciou funções sob o signo da transparência e da mudança na forma de governar, afunda-se cada vez mais em situações de opacidade e falta de transparência, como o abuso na nomeação de ‘boys’ para cargos técnicos, que a direita tanto criticava, e prática inaceitável de um membro do governo deter uma empresa que tem negócios com o próprio governo”, o que para o Bloco é “a gota de água”.

O Bloco refere ainda que, “tudo isto acontece com a bênção do presidente do Governo Regional, que considera que os negócios da empresa de um membro do governo com o próprio governo, no valor global de 460 mil euros, não ferem a ética. Os partidos da coligação e o IL limitam-se a um silêncio cúmplice e o Chega a uma desculpabilização ridícula”.

“O Bloco é a oposição mais eficaz a um governo que de transparente nada tem. É o Bloco quem mais tem criticado e denunciado a opacidade e a promiscuidade da atuação do governo regional e dos seus parceiros parlamentares”, lê-se por último no comunicado enviado esta segunda-feira às redações.

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