MATADOURO DA ILHA TERCEIRA COM CERTIFICAÇÃO WELFARE QUALITY

O Matadouro da Ilha Terceira, na zona industrial do Cabo da Praia, no concelho da Praia da Vitória, recebeu esta terça-feira o diploma de certificação Welfare Quality, em cerimónia presidida pelo secretário regional da Agricultura e do Desenvolvimento Rural, António Ventura.

Na ocasião, António Ventura salientou que esta certificação é mais um elemento de valorização para os Açores e para a ilha Terceira. “Este é um grande passo. É tão importante ter este valor no processo de abate animal, como ter fatores de produção baratos”, disse o governante, citado em nota esta quarta-feira divulgada no portal do Governo.

A certificação Welfair de bem-estar animal é uma certificação independente, gerida pelo Institute of Agrifood Research and Technology da Catalunha (IRTA) em colaboração com a Neiker-Tecnalia, baseada no projeto European Welfare Quality e no projeto European AWIN®, onde foram desenvolvidos sistemas para avaliar e controlar, de forma exaustiva, a qualidade do bem-estar animal em explorações, matadouros, indústria e pontos de venda, nas espécies: bovinos, suínos, ovinos, galinhas, frangos, coelhos e perus.

Segundo António Ventura, já não se pode viver sem essa “certificação de bem-estar animal”. “Existe uma sociedade atenta; existem consumidores atentos, e uma população com novas sensibilidades relativamente ao modo como se tratam os animais, quer em produção, quer em abate”, frisou o titular da pasta da Agricultura, adiantando que não se pode deixar de perceber essas novas sensibilidades.

Com a pandemia, continuou Ventura, os consumidores “aceleraram aquilo que é a preocupação sobre a alimentação humana”, e este selo de certificação “vem de encontro àquilo que são as preocupações da humanidade”.

“O objetivo do Governo é que os abates de animais sejam todos feitos na Região e que daqui decorram mais-valias em termos de ganhos económicos na transformação, mas também na existência de mão-de-obra”, garantiu.

De acordo com António Ventura, a agricultura “continua a ter um peso significativo no PIB regional, sendo acima de tudo uma atividade que persiste em todas as crises”.

“Teremos de evoluir no sentido de produzir um produto com recurso a menos água e que consiga atravessar o Atlântico e estar na mesa dos consumidores, sem grandes custos de transporte e com uma nova apreciação gastro económica”, asseverou o responsável.

O secretário regional da Agricultura e do Desenvolvimento Rural anunciou ainda que, a partir do ano 2023, será feito um quadro de apoio para que os privados possam “montar as suas próprias salas de maturação”.

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