SECRETÁRIO REGIONAL DO AMBIENTE VISITOU TRABALHOS DE LIMPEZA E REMOÇÃO DE ALGAS DA PRAIA DE PORTO PIM

O secretário regional do Ambiente e Alterações Climáticas, Alonso Miguel, visitou esta quinta-feira a praia de Porto Pim, na freguesia das Angústias, na ilha do Faial, para acompanhamento da fase final dos trabalhos de limpeza e remoção de algas.

De acordo com nota do Governo, nesta visita, Alonso Miguel, esteve acompanhado pelo presidente da Câmara Municipal da Horta, Carlos Ferreira, e da presidente da junta de freguesia local, Bruna Gomes.

Citado na nota, o governante destacou “a prestimosa e indispensável colaboração assegurada pela Câmara Municipal da Horta, no âmbito dos trabalhos de limpeza realizados, bem como todo o empenho e articulação entre os vários departamentos do Governo Regional envolvidos, nomeadamente os serviços de ambiente e alterações climáticas do Faial, os serviços florestais e a delegação local das obras públicas”.

“Numa altura em que nos aproximamos da abertura da época balnear, e com o aumento da visitação e da pressão turística, importa agora assegurar uma operação de limpeza e manutenção regular da praia, alocando para o efeito os necessários meios humanos e equipamentos, de modo a prevenir novas acumulações massivas de algas e a evitar os impactos negativos que daí resultam”, realçou Alonso Miguel.

Em 26 de abril, os deputados do PS/Açores eleitos pela ilha do Faial entregaram, na Assembleia Legislativa Regional, um requerimento a questionar o Governo dos Açores sobre a falta de manutenção e limpeza do areal da Praia de Porto Pim, que apresentava uma “significativa acumulação de algas”, chamando atenção para a aproximação da chamada época alta e para importância desta zona balnear que “é um dos locais de excelência do Faial, e até dos Açores, quer do ponto de vista turístico quer pela elevada utilização por parte dos faialenses, nomeadamente durante a época de verão”.

Nesta visita, acrescenta a nota, o secretário regional aproveitou também para comunicar que já formalizou um pedido de audiência com a Reitoria da Universidade dos Açores, “no intuito de protocolar com a academia açoriana a realização de um estudo que permita, desde logo, confirmar, a nível genético, de que espécie de alga se trata, para melhor se entender o seu ciclo de vida e os aspetos relevantes relacionados com a sua ecologia”.

E prosseguiu: “Pretende-se, também, avaliar o potencial de utilização e de valorização económica desta alga e , ainda, identificar soluções tecnológicas ao nível de maquinaria e de equipamento que contribuam para uma gestão mais eficiente deste problema, quer ao nível da prevenção do arrojamento, quer ao nível de uma limpeza e remoção de algas menos impactante para os areais”.

Alonso Miguel acrescentou ainda que “os resultados científicos desse estudo serão fundamentais para preparar a região para lidar com esta nova realidade, face à ocorrência massiva desta alga, que já foi identificada em várias ilhas do arquipélago, e para nos capacitar para uma melhor a gestão dos seus impactos, quer em meio marinho, quer na orla costeira das ilhas”.

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