EDA COM RESULTADO LÍQUIDO DE 12,6 ME EM 2021

A Eletricidade dos Açores (EDA) teve um resultado líquido de 12,6 milhões de euros em 2021, menos 1,8 milhões de euros do que em 2020, e decidiu distribuir 50% dos dividendos pelos acionistas.

“O resultado líquido do Grupo EDA ascendeu a 12,6 milhões de euros no ano de 2021, não obstante o contexto de instabilidade dos mercados energéticos e da continuação da situação pandémica, bem como das dificuldades operacionais resultantes da avaria verificada na Central Geotérmica do Pico Vermelho e do aumento do preço dos materiais e matérias-primas”, avançou a empresa, em comunicado de imprensa quinta-feira.

Em 2020, a empresa, detida em 50,1% pela Região Autónoma dos Açores, tinha apresentado um resultado líquido de 14,4 milhões de euros.

À semelhança do que aconteceu em 2021, a assembleia-geral decidiu distribuir 50% dos dividendos pelos acionistas, num total de 6,3 milhões de euros.

Segundo a empresa, “o resultado operacional totalizou cerca de 19,9 milhões de euros, o que representa um acréscimo de 2% face aos 19,5 milhões de euros registados em 2020”, tendo as subsidiárias EDA Renováveis, SEGMA e GLOBALEDA contribuído em 69,5% para os resultados do grupo.

Em 2021, houve um “crescimento de 5,1% na emissão de energia elétrica” nos Açores, que atingiu os 808,5 GWh, depois de se terem registado decréscimos de 0,2% em 2019 e de 3,1% em 2020.

A energia de origem renovável injetada na rede “totalizou 275,1 GWh, cerca de 34,0% da emissão total anual”, mas em agosto de 2021, antes de se ter verificado uma avaria na Central Geotérmica do Pico Vermelho, na ilha de São Miguel, esse valor “ascendia a 40%”.

A EDA realizou, em 2021, “o maior volume de investimentos da sua história, no total de 49,5 milhões de euros”.

“No total do Grupo EDA, o volume de investimentos ascendeu a cerca de 69,9 milhões de euros, tendo a dívida bancária do grupo aumentado 42,2 milhões de euros, justificada pelos investimentos realizados no ano”, avançou a empresa.

O volume de negócios do grupo rondou os 219,5 milhões de euros, mais 31,5 milhões de euros do que no ano anterior (16,7%).

A compensação tarifária, que garante a convergência dos preços de venda da energia elétrica em todo o território nacional, “atingiu, em 2021, cerca de 83,9 milhões de euros, mais 27,7 milhões de euros comparativamente ao ano anterior”.

Segundo a empresa, o reforço do montante é justificado pelo “aumento do custo com os combustíveis e com as licenças de emissão de dióxido de carbono”.

Os capitais próprios do grupo “ascenderam a 205,9 milhões de euros no final de 2021, com um acréscimo de cerca de 5,7 milhões de euros, mais 2,9% do que no ano anterior”.

Em maio de 2021, o líder do PPM/Açores, partido que integra a coligação que formou governo na região em novembro de 2020, com PSD e CDS-PP, anunciou, em conferência de imprensa, que o executivo açoriano tinha defendido na assembleia-geral de acionistas que “não deveriam ser distribuídos dividendos acima do mínimo exigível do ponto de vista legal” (50%), referindo-se aos resultados líquidos de 2020.

Paulo Estêvão salientou que no ano anterior tinham sido distribuídos 16,5 milhões de euros (a totalidade dos resultados líquidos registados em 2019) pelos acionistas, onde se incluem, para além da Região Autónoma dos Açores, a Energia e Serviços dos Açores (ESA), do grupo Bensaúde, e a Energias de Portugal (EDP).

“Entre 2006 e 2019, o grupo EDA distribuiu 115 milhões de euros de dividendos, ao mesmo tempo que aumentava o endividamento bancário e o endividamento aos fornecedores. Isto não faz sentido. Era uma gestão absolutamente irracional”, criticou, na altura, o líder regional monárquico.

© Lusa | PE

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