PCP/AÇORES CONSIDERA “DE CURTA DURAÇÃO” APOIO DO GOVERNO REGIONAL NOS COMBUSTÍVEIS

A Direção Regional do PCP Açores (DORAA) considerou terça-feira que a medida do Governo dos Açores para atenuar a subida dos preços dos combustíveis “fica aquém” das necessidades devido à sua “curta duração”.

Os comunistas, na sequência de uma reunião, na cidade da Horta, para analisar a situação política e social nacional e regional, consideram que “a situação social na região tem vindo a agravar-se, com ao aumento quotidiano do custo de vida devido, em particular, ao aumento dos preços dos combustíveis”.

De acordo com uma nota de imprensa da DORAA, a diminuição de preço estabelecida pelo Governo Regional, de 11 cêntimos, até 30 de abril, “não deixou de ser um contributo para atenuar o impacto dos aumentos do combustível, que se reflete em todos os outros bens, incluindo nos alimentos”, mas “fica aquém das necessidades, tendo em conta a sua curta duração”.

“Se se quiser minimizar os impactos negativos do aumento do custo da vida na economia regional e local, tendo em conta a ausência de aumentos salariais, pensões e reformas, deve ser decidida a manutenção da medida no futuro próximo”, defendem os comunistas.

Aquele órgão político refere, no capítulo da agricultura, que a Cooperativa Ocidental, nas Flores, “tem uma importância considerável para a ilha e para a região e, como tal, devem ser asseguradas as condições para a sua sobrevivência”.

Os comunistas, na sequência da nova orgânica do Governo Regional (PSD/CDS-PP/PPM), anunciada há uma semana, consideram que a “esperada e tão profusamente anunciada e disputada remodelação chega sob a forma de uma alteração à orgânica, mas não chega para satisfazer todas as clientelas”.

“No seio do principal partido que sustenta o governo regional o descrédito e a insatisfação fazem-se ouvir, ainda que em surdina. O presidente do Governo Regional, uma vez mais, dá sinais da fragilidade do seu governo ao promover uma alteração governamental por via de uma alteração à orgânica do executivo”, afirma o PCP/Açores.

De acordo com os comunistas, o chefe do executivo açoriano “expõe, assim, não só as chantagens políticas dos seus parceiros de coligação, mas também as insuficiências das suas opções políticas para a resolução dos crónicos problemas sociais e económicos que, governo após governo, perduram, sem que seja dada resposta a questões estruturantes como (entre outras) o aumento dos salários na região”.

O partido anunciou, entretanto, que o seu XI Congresso da Região Autónoma irá realizar-se a 07 e 08 de maio na cidade da Horta, ilha do Faial, sendo que “os trabalhos preparatórios estão a decorrer em todas as ilhas desde o início do ano, com a construção coletiva da resolução política, que traça as principais orientações do PCP para todas as áreas do desenvolvimento regional e as suas respostas para os problemas dos açorianos”.

O presidente do Governo Regional dos Açores anunciou a 18 de abril uma remodelação do executivo (PSD/CDS-PP/PPM), que passa a ter menos duas secretarias regionais, implica a saída de quatro secretários (Finanças, Turismo, Cultura e Obras Públicas) e a entrada de dois.

Com a remodelação, saíram do executivo açoriano quatro secretários regionais: Joaquim Bastos e Silva (Finanças, Planeamento e Administração Pública), Mário Mota Borges (Turismo e Energia), Susete Amaro (Cultura, Ciência e Transição Digital) e Ana Carvalho (Obras Públicas e Comunicações).

O secretário regional da Juventude, Qualificação Profissional e Emprego, Duarte Freitas, assume as pastas das Finanças, Planeamento e Administração Pública, entrando para o seu cargo a ex-deputada social-democrata Maria João Carreiro.

A antiga líder do PSD/Açores Berta Cabral é a nova secretária regional do Turismo, Mobilidade e Infraestruturas, assumindo ainda a área da Energia.

A secretária regional da Educação, Sofia Ribeiro, passa a titular também os Assuntos Culturais.

A presidência do Governo Regional vai tutelar as áreas das Comunidades e Comunicações e o processo de criação do porto espacial em Santa Maria, enquanto a vice-presidência ficará com a área da Ciência.

A Assembleia Legislativa dos Açores é composta por 57 deputados, sendo que, na atual legislatura, 25 são do PS, 21 do PSD, três do CDS-PP, dois do PPM, dois do BE, um da Iniciativa Liberal, um do PAN, um do Chega e um deputado independente (eleito pelo Chega). 

© Lusa | PE

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