48.º ANIVERSÁRIO DO 25 DE ABRIL: OBRIGADO SALGUEIRO MAIA

Na madrugada de 25 de abril de 1974, Salgueiro Maia comandou uma coluna militar da Escola Prática de Cavalaria que saindo de Santarém marchou sobre a ditadura.

“Há alturas em que é preciso desobedecer”, declarou anos depois à imprensa.

Fernando José Salgueiro Maia nasceu a 01 de julho de 1944, em Castelo de Vide. Morreu em Lisboa, a 03 de abril de 1992, com 47 anos de idade, vítima de doença oncológica.

Quando em 2014 Manuel Alegre lançou o repto para os restos mortais de Salgueiro Maia serem transferidos para o Panteão Nacional, a esposa, Natércia Maia, tornou público o testamento do militar, assinado três anos antes do seu falecimento, que dava conta da sua intenção de ser sepultado no cemitério de Castelo de Vide, numa campa rasa, sem honras de Estado.

Na ocasião, a propósito desta polémica, foi-lhe atribuído na internet a seguinte expressão: “Não se preocupem com o local onde sepultar o meu corpo. Preocupem-se é com aqueles que querem sepultar o que ajudei a construir”.

Pela sua humildade, simplicidade, abnegação e dedicação à liberdade, seria bem capaz de o dizer, neste mundo de hoje em que a liberdade individual e coletiva é ameaçada por extremismos vários e imperialismos autocratas.

© PE

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