COMANDO ESTÁ A TRABALHAR PARA “MELHORAR VIGILÂNCIA” DA ZONA MARÍTIMA DOS AÇORES

O Comandante da Zona Marítima dos Açores, Miguel Silva, rejeitou esta quarta-feira que exista falta de fiscalização no mar do arquipélago, mas assegurou que o Comando está a “trabalhar para melhorar” a capacidade de vigilância.

Em declarações aos jornalistas após uma audiência com o presidente do Governo Regional, na sede da Presidência, em Ponta Delgada, o comodoro, que vai abandonar as funções no final do mês, disse “não partilhar a ideia” de que exista falta de vigilância no mar da região, sobretudo quanto à pesca ilegal.

“Tem de haver sinergias entre os vários atores, que têm de fazer a vigilância no mar. Essas sinergias acontecem. Poderão ser melhoradas, claro. É isso que também estamos a trabalhar, para melhorar”, declarou.

O comandante de Zona Marítima açoriana destacou que o Serviço de Tráfego de Navios (VTS), que vai ser implementado na região no futuro, “trará melhorias” na vigilância do mar.

Miguel Silva indicou ainda que os “satélites” do Centro Internacional de Investigação para o Atlântico (Air Centre) vão poder contribuir para aumentar a fiscalização do mar açoriano.

Destacando que os atuais equipamentos ao dispor do Comando “permitem cumprir todo o tipo de missões”, o comodoro realçou que os “meios nunca são suficientes”.

“Nós estamos a aguardar uma embarcação de salva-vidas de grande capacidade ou duas mais pequenas que poderão ser suficientes para irem para o Triângulo [ilhas do Faial, Pico e São Jorge]. Continuamos a aguardar”, especificou.

Miguel Silva fez ainda um “balanço muito positivo” da sua missão à frente do Comando da Zona Marítima dos Açores.

“Efetuámos a vigilância marítima, efetuamos a busca e salvamento marítimo (…). Tivemos sempre a dar apoio à Proteção Civil, nomeadamente se fosse necessário em situações de catástrofe. Fizemos apoio à poluição marítima”, afirmou.

Na ocasião, o presidente do Governo dos Açores (PSD/CDS-PP/PPM), José Manuel Bolieiro, deixou uma “palavra de apreço” ao comandante que “desempenhou uma missão de enorme cordialidade”.

“A prontidão com que o Comando da Zona Marítima sempre se apresentou, tal como a Autoridade Marítima, foi sempre excelente, quer no que diz respeito à vigilância, designadamente nas componentes de ajuda à Proteção Civil, quer na fiscalização”, afirmou.

O social-democrata lembrou ainda que o Chefe de Estado Maior da Armada, Gouveia e Melo, durante uma visita à região em janeiro, “perspetivou um reforço de meios para os Açores”.

“O mar é a grande projeção atlântica de Portugal e da União Europeia e os Açores são obviamente uma referência estratégica inquestionável”, vincou.

A 14 de janeiro, o presidente do Governo dos Açores enalteceu a postura do Chefe de Estado Maior da Armada por compreender a dimensão da “projeção atlântica” da região para o país e para a União Europeia, no dia em que o almirante Gouveia e Melo começou em Ponta Delgada, nos Açores uma visita pelo país.

© Lusa | Foto: DR | PE

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