PEDRO FERREIRA (IL/AÇORES) LAMENTA QUE PS E PSD NÃO FALEM EM BAIXAR IMPOSTOS E EM FACILITAR A VIDA ÀS PESSOAS

O cabeça de lista da Iniciativa Liberal pelo círculo eleitoral dos Açores às eleições Legislativas do próximo dia 30 de janeiro, Pedro Ferreira, lamentou, esta segunda-feira, “que ninguém oiça PS e PSD falar, defender e preconizar uma baixa da carga fiscal e uma simplificação do sistema fiscal em Portugal”, acusando os “grandes partidos portugueses” de estarem constantemente a empurrar para fora do País “a geração mais qualificada de sempre”.

No final de uma visita à empresa Asinus Atlanticus (empresa produtora, transformadora e exportadora de leite de burra), em Angra do Heroísmo, o candidato liberal afirmou, citado em nota da candidatura, que a mensagem principal da sua campanha passará pela “necessidade de libertar as pessoas e as empresas do peso do Estado”, uma vez que, considerou, “o Estado tem que facilitar a vida às pessoas” deixando de estar “metido em tudo e a cobrar sobre aquilo que não é seu, é das pessoas”.

Apontando que, atualmente, o regime fiscal em Portugal “é uma das principais causas de fugas de talentos portugueses” para outros países do Mundo, Pedro Ferreira apontou que “existem 4300 taxas e taxinhas no sistema fiscal português, que são sobre as pessoas e sobre as empresas”.

“Isto é profundamente impossível de praticar. O Estado tem que facilitar a vida às pessoas. Ninguém ouve PS e PSD falar em reduzir a carga fiscal em Portugal ou proceder a uma simplificação do sistema fiscal em Portugal. Hoje em dia, uma empresa tem os encargos com os trabalhadores (a Taxa Social Única e o IRS, mais o Fundo de Compensação – outra taxa criada para a Segurança Social), fora os encargos fixos com o subsídio de alimentação, seguro de acidentes de trabalho e encargos com as questões da higiene e segurança no trabalho. Depois disso, a empresa tem a sua componente de 23% para a Segurança Social; acresce o IRC (com todas as variantes ao nível da derrama estadual, da derrama municipal…); depois, se a empresa tiver um imóvel para instalar a sua sede, tem que pagar o IMI (Imposto Municipal sobre Imóveis); se vender um imóvel no âmbito da sua atividade tem que pagar o IMT (Imposto Municipal sobre Transações); se adquirir uma viatura para a empresa, paga o Imposto sobre Veículos (ISV); se circular com a viatura paga o IUC (Imposto Único de Circulação) e se lhe meter combustível paga o Imposto sobre Produtos Petrolíferos (ISP)… como é que, no fim de um mês, se consegue tirar algum rendimento disto e gratificar convenientemente aqueles que trabalham para as empresas?”, denunciou.

Aliás, prosseguiu, “uma das dificuldades desta empresa que acabamos de visitar é, precisamente, gratificar convenientemente a sua mão de obra qualificada. Qualquer empregador que queira aumentar em 100 euros um empregado que ganhe 800 euros, o Estado come-lhe 47% dos custos adicionais com este aumento, mas, se tivermos a falar em mão de obra altamente qualificada, em que o empregador queira aumentar um empregado de 2000 para 2200 euros, o Estado come-lhe 57% dos custos adicionais do aumento em impostos”.

Ora, frisou o candidato da Iniciativa Liberal, “é esta mensagem de libertação dos cidadãos, trabalhadores, contribuintes e das empresas que querem gerar riqueza nesta Região e neste País em que a Iniciativa Liberal vai insistir. É preciso os grandes partidos deste País perceberem que não podemos continuar neste registo de massacrar as pessoas com impostos, para depois o Estado andar a vender ao desbarato, a dar ao desbarato ou a meter ao desbarato o dinheiro dos contribuintes e dos nossos impostos em buracos, como temos visto com os bancos, com a TAP e, eventualmente, como se vai ver com a SATA”.

TAXA ÚNICA DE IRS DE 15%

Avançando com uma proposta muito concreta, o candidato liberal às Legislativas de 30 de janeiro, apontou que “é preciso reduzir a carga fiscal em Portugal, e a Iniciativa Liberal tem uma proposta muito concreta: defendemos a taxa única de IRS de 15%, com as isenções até aos 600 euros e com deduções de 200 euros por cada filho.  É preciso também reduzir o IRC, reduzir o IMI, acabar com o IMT, porque as pessoas têm que ter a liberdade de poder usufruir daquilo que é seu, sem que o Estado esteja metido em tudo e a cobrar sobre aquilo que não é seu, é das pessoas”.

Não sendo esta uma mensagem de campanha especificamente dirigida aos Açores, Pedro Ferreira afirmou que “qualquer redução da carga fiscal e qualquer simplificação do sistema fiscal em Portugal, vai beneficiar, e muito, os Açores, onde todos os custos de contexto e de produção já são acima da média nacional”.

Felicitando “o exemplo de resiliência” dado pelos responsáveis pela empresa Asinus Atlanticus (empresa que exporta para os Estados Unidos da América toda a sua produção de leite de burra para fins alimentares e de ajuda a terapêutica e para França, República Checa e Roménia toda a sua produção de leite de burra para fins cosméticos), o candidato da Iniciativa Liberal sublinhou que “a IL vai fazer uma campanha muito focada naqueles que são os bons exemplos que os Açores tem para mostrar aos açorianos da geração mais qualificada de sempre que, como todos os portugueses desta geração, não estão a ficar em Portugal”, explicando que “vamos visitar empresas inovadores e empreendedoras, como esta, que produz, transforma e exporta o melhor leite de burra do mundo, e este dado é cientificamente comprovado”.

“Esta é uma empresa que nasceu e sobrevive por pura teimosia de uma família açoriana. Grande parte das dificuldades associadas ao negócio são impostas pelo Estado. Neste momento, estamos perante uma empresa que precisa de crescer, tem mercado para crescer e não consegue por que não tem capital, porque há más contas públicas nacionais, porque não há capital disponível para investir”, terminou.

© GI-IL/Açores | Foto: IL/Açores | PE

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