CHEGA DEFENDE PARCERIA COM EUA PARA PORTO DA VILA NOVA

O Chega/Açores defendeu a criação de uma parceria entre Portugal e os Estados Unidos da América para viabilizar obras de segurança no porto da Vila Nova, na ilha Terceira, durante o último dia das Jornadas Parlamentares do partido. A posição foi divulgada através de uma nota de imprensa do Grupo Parlamentar do Chega/Açores.

Segundo o partido, o porto da Vila Nova está incluído no Acordo de Cooperação e Defesa entre Portugal e os Estados Unidos como infraestrutura estratégica a utilizar em situações de emergência, pelo que poderá beneficiar de uma comparticipação norte-americana para melhorar as condições de acesso.

De acordo com a nota, a infraestrutura apresenta boas condições de operacionalidade e dispõe de casas de aprestos adequadas, sendo a principal limitação a instabilidade da arriba adjacente. Essa situação levou recentemente à interdição do acesso por parte do Governo Regional.

O líder parlamentar do Chega, José Pacheco, considera que a solução poderá passar por uma parceria financeira entre os dois países. “Os Açores são uma região pobre, não conseguimos suportar uma intervenção de 50 ou 60 milhões de euros, mas se houver uma parceria – que é o que o CHEGA tem defendido – será mais fácil. Não podemos é ter a ocupação da Base das Lajes a troco de nada, que é o que tem acontecido”, afirmou, citado na nota de imprensa.

José Pacheco sublinhou que o porto de abrigo da Vila Nova está abrangido pelo Acordo de Cooperação e Defesa entre Portugal e os Estados Unidos e defendeu que essa condição deve traduzir-se em benefícios concretos para a Região.

“As parcerias têm de existir, mas têm de ser positivas para todos”, declarou o deputado, acrescentando que, caso não haja vantagens mútuas, existem alternativas. Entre elas, apontou a criação de um hub comercial na Praia da Vitória, aproveitando as infraestruturas existentes no concelho.

Segundo o parlamentar, a valorização conjunta do porto e do aeroporto da Praia da Vitória permitiria impulsionar a atividade económica da ilha Terceira e dos Açores, uma proposta que o Chega tem vindo a defender como estratégia de desenvolvimento regional.

No final da visita, José Pacheco criticou a atuação governativa dos últimos anos, afirmando que os Açores necessitam de respostas mais eficazes para promover o crescimento económico. “Precisamos de governos pragmáticos e de acção. Fico muito triste quando vejo um governo há seis anos sem nada fazer quando os Açores precisam urgentemente de soluções para melhorar o desenvolvimento das nossas nove ilhas”, concluiu.

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