CONSELHO ECONÓMICO E SOCIAL QUER “COMBATE SEM TRÉGUAS À POBREZA” NOS AÇORES

O presidente do Conselho Económico e Social dos Açores (CESA), Gualter Furtado, afirmou esta quinta-feira que aquele órgão pretende promover um “combate sem tréguas à pobreza” do arquipélago e uma revisão da lei das finanças regionais.

Na inauguração da sede do CESA, em Ponta Delgada, Gualter Furtado afirmou que as novas instalações vão permitir ao órgão “cumprir o exigente plano de atividades para 2022”, no qual se destaca “o combate sem tréguas à pobreza, a revisão da lei das finanças regionais e o desenvolvimento pessoal e profissional, dando assim continuidade ao trabalho desenvolvido no seu primeiro mandato”.

O economista considerou ainda o “despovoamento” e a carência de “recursos humanos” como “desafios estruturantes” do arquipélago.

Gualter Frutado realçou que o CESA se vai fixar numas “instalações que estavam desaproveitadas”, no edifício da secretaria regional da Juventude, Qualificação Profissional e Emprego do Governo dos Açores, em Ponta Delgada.

“Não é pelo facto de estarmos aqui instalados que iremos perder o nosso estatuto de órgão colegial independente, consultivo e de acompanhamento”, afirmou.

Com a inauguração da primeira sede do CESA, é dado “mais um passo” na “concertação social e estratégica dos Açores”, considerou Gualter Furtado.

O presidente do Governo Regional, José Manuel Bolieiro, enalteceu o momento, que, disse, revela a “importância” que o executivo açoriano (PSD/CDS-PP/PPM) dá ao “diálogo social”.

 “Em nome do governo, [expresso] a alegria que sinto e tenho por este pequeno passo logístico, mas grande passo demonstrativo e simbólico do valor que damos, que este governo dá, ao diálogo social e à democracia participativa”, apontou.

O social-democrata lembrou que formalmente o CESA foi criado em 2009, mas que a sua instalação só decorreu em 2019.

“Dez anos depois é que se fez a sua instalação. Isso é revelador de um tempo diferente. Num espaço de menos de um ano, nós assumimos, acelerando o processo, a oportunidade de legitimar o presidente do CESA, figura independente e agregadora”, declarou Bolieiro, que tomou posse como presidente do Governo em novembro de 2020, após 24 anos de governação socialista da região.

O presidente da Assembleia Legislativa dos Açores, Luís Garcia, considerou que o CESA “ganha ainda mais preponderância” no tempo atual, que é “particularmente difícil e sensível”.

“Exorto-vos a exercerem essas competências na sua plenitude, contribuindo de forma direta para a mitigação e recuperação dos efeitos nefastos desta pandemia, bem como para uma boa aplicação dos fundos europeus”, afirmou, referindo-se aos dirigentes do CESA.

Luís Garcia apelou ainda ao “diálogo” para que os Açores possam “ultrapassar” os “desafios enormes” que “têm pela frente”.

“Podemos, eventualmente, simpatizar menos com este ou aquele agente político, económico ou social, mas, a bem dos superiores interesses dos Açores, estamos obrigados a dialogar e a trabalhar com todos”, concluiu.

© Lusa | Foto: GRA/MM | PE

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