SINTAP/AÇORES MANTÉM GREVE NAS IPSS E MISERICÓRDIAS NA QUINTA E SEXTA-FEIRA

O SINTAP anunciou segunda-feira que se mantém para quinta e sexta-feira a greve convocada para as IPSS (Instituições Particulares de Solidariedade Social) e Misericórdias dos Açores por “falta de acordo negocial”.

“Após várias reuniões com a URMA (União Regional das Misericórdias dos Açores) e com a URIPSSA (União Regional das Instituições Particulares de Solidariedade Social dos Açores), o impasse nas negociações continua. Por isso, o SINTAP mantém a greve geral anteriormente anunciada para os dias 02 e 03 de dezembro por ainda não estarem criadas as condições para se celebrar um acordo, o qual seja justo para os trabalhadores das IPSS e das Misericórdias da região”, lê-se num comunicado enviado às redações pelo Sindicato dos Trabalhadores da Administração Pública e de Entidades com Fins Públicos.

Segundo o SINTAP, “as partes ainda não chegaram a um acordo que garanta as reivindicações dos trabalhadores”, garantindo o sindicato que “tudo fará para o conseguir, não defraudando quem trabalha nesta área social”.

“O SINTAP continuará a negociar até que possamos chegar a um acordo que satisfaça ambas as partes, privilegiando o diálogo e a concertação social”, lê-se na nota.

Os trabalhadores das IPSS e Misericórdias dos Açores já tinham cumprido nos dias 28 e 29 de outubro um primeiro período de paralisação como protesto pelos aumentos propostos pela URMA e pela URIPSSA, que não vão além de 1%.

O SINTAP reivindica um aumentam salarial para estes trabalhadores de, pelo menos, 2,5%, percentagem que consideram ser “justa”.

“Reivindicamos a apresentação de uma proposta concreta e objetiva, por parte dos representantes das instituições sociais e das misericórdias da região, para que se possa proceder, de imediato, à abertura de um verdadeiro processo negocial, em que impere, efetivamente, o princípio da boa-fé”, explicou Luís Armas, do SINTAP.

De acordo com os dados divulgados pelo SINTAP/Açores, os primeiros três escalões de rendimentos dos trabalhadores afetos às IPSS e Misericórdias da região auferem todos do salário mínimo, uma vez que os seus vencimentos base não foram atualizados durante vários anos, e acabaram por ser “absorvidos” pelo ordenado mínimo regional.

© Lusa | PE

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