QUAL O MAIS FRIO: O POLO NORTE OU O POLO SUL?

Naturalmente, a maioria de nós poderá pensar que ambos os Polos registam temperaturas similares, mas os factos confirmam que o Polo Sul é muito mais frio que o Polo Norte. Em valores médios, o Polo Sul regista, no inverno, temperaturas de 60 graus Celcius negativos e o Polo Norte 30 graus Celcius negativos.

Há vários fatores que contribuem para que isto aconteça. O primeiro é a grande diferença de altitude. O Polo Norte assenta no gelo que existe à superfície do Ártico, enquanto o Polo Sul se situa a 2800 metros de altitude (acima do nível do mar), sobre os lençóis de gelo do continente Antártico. Por cada quilómetro de altura, há, na Antártida, uma variação de cerca de 6 graus Celcius negativos. A altitude, por si só, explica mais de metade da diferença! E os restantes graus de diferença que estão ainda por esclarecer? Acontecem devido às diferenças na atmosfera.

No Polo Sul a atmosfera é mais fina. Como tem muito menos nuvens, maior percentagem de radiação solar é refletida na neve e no gelo e o calor é perdido. Ao contrário do Polo Norte, onde as nuvens retêm algum calor, o que contribui para uma temperatura superior. Há ainda outro fator que pesa nas diferenças de temperatura entre o Polo Sul e o Polo Norte que é o facto de o primeiro estar sobre uma massa terrestre, sob uma profunda camada de gelo, enquanto o segundo se situa sobre uma camada de gelo relativa fina, sobre um oceano. O oceano Ártico atua como um regulador ou suavizador das temperaturas que, assim, nunca são tão extremas.

© Ivone Fachada
Texto escrito no âmbito do projeto Ciência@Bragança (http://cienciabraganca.ipb.pt/) e agora disponibilizado para o projeto “Cultura, Ciência e Tecnologia” da Associação Portuguesa de Imprensa.


SOBRE A AUTORA

Ivone Fachada

Ivone Fachada: Diretora Executiva do Centro Ciência Viva de Bragança. Pós-graduação em História da Ciência e Educação em Ciências pela Universidade de Aveiro e Universidade de Coimbra (frequência de um doutoramento interdisciplinar). Mestre em Gestão e Conservação da Natureza pela Universidade dos Açores. Licenciada em Engenharia Florestal pelo Instituto Politécnico de Bragança. Membro da ScicomPt – National Science Communicators Network, fazendo parte da Direcção desta Associação entre outubro de 2017 e maio de 2020. Formadora de professores, credenciada pelo Conselho Científico e Pedagógico de Educação Continuada nos domínios: “A64- Ciências Ambientais” e “D08 – Educação Ambiental”. Autor ou co-autor de mais de trinta artigos em jornais, conferências e capítulos de livros.


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