AMPV: ELEIÇÃO DOS REPRESENTANTES NO CONSELHO DE ILHA LEVA A TROCA DE ACUSAÇÕES NAS REDES SOCIAIS

O presidente da Assembleia Municipal da Praia da Vitória, Paulo Luís, eleito pela coligação PSD/CDS-PP, reagiu esta quinta-feira, às declarações do líder da bancada socialista, Valter Peres, ao Diário Insular, sobre a eleição dos representantes daquele órgão no Conselho de Ilha, através de uma publicação nas redes sociais que intitulou “A mentira tem perna curta” desmentido as declarações prestadas.

Segundo escreve, não é verdade que o grupo municipal socialista se tenha reunido na véspera da reunião, mas sim, “na sexta à noite, dia 22, 3 dias antes” da reunião da Assembleia Municipal extraordinária que decorreu na segunda-feira, dia 25 de outubro, contrariamente ao que declarou Valter Peres.

Desmente também o depoimento de Valter Peres quando este afirmou “não haver acordo”, mas apenas, a sugestão do presidente da Assembleia para “uma lista única de consenso”, tendo adiantado um nome, logo esclarecendo “que iriam ponderar”. Na publicação, Paulo Luís afirma categoricamente que este acordo foi estabelecido em dois momentos: num primeiro pelo próprio Valter Peres em chamada telefónica e, num segundo, por Fátima Homem, através de mensagem de correio eletrónico onde inclusivamente foi indicado o nome do próprio Valter Peres.

A publicação de Paulo Luís é acompanhada de 3 imagens (print screens da troca de email, hora de telefonema e resposta em ficheiro com nomes indicados pelo PS), “para que não reste a mínima dúvida” da veracidade dos factos relatados.

No parágrafo anterior Paulo Luís diz acreditar que “a política faz-se com pessoas sérias, honestas e leais à causa pública. Os que estão nesse tom contem comigo. Se não estão, passar bem! Mas certos que será sempre reposta a verdade!”.

MAU PERDER

Em causa está uma nota de imprensa quarta-feira enviada às redações pelo Grupo de Cidadãos Eleitores “Esta é a nossa Praia”, que acusava o PS de romper, “em plena sessão da Assembleia Municipal, sem aviso prévio”, o acordo estabelecido para lista única, “apenas para impedir que os eleitos pelo Grupo de Cidadãos Eleitores ‘Esta é a Nossa Praia’ pudessem passar a ter assento no Conselho de Ilha”.

Citado na referida nota, Tiago Ormonde, primeiro proponente da lista de independentes e candidato à presidência da Câmara no sufrágio eleitoral do passado dia 26 de setembro, refere que a lista apresentada à última hora pelo PS, não teve como “objetivo aumentar a representatividade” do partido no Conselho de Ilha, pois afirma, “isto estava garantido com a lista única e consensualizada”, mas sim, “impedir, num golpe de mau perder e de vingança antidemocrática, que um dos eleitos do movimento independente pudesse dar o seu contributo na defesa da Terceira”.

A lista única alegadamente consensualizada, de acordo com a publicação de Paulo Luís era composta por dois elementos da coligação PSD/CDS, um elemento do PS e um elemento do Grupo de Cidadãos Eleitores. Na sequência da votação das duas listas, que decorreu por voto secreto depositado em urna, depois de aplicado o método de Hondt, foram eleitos dois elementos da lista “B” apresentada pela coligação PSD/CDS-PP e GCE (Judite Parreira e Valdemar Toste) e dois da lista “A” proposta pelo PS (Valter Peres e José Laranjo).

PARCIALIDADE

Também nas redes sociais, algumas horas depois, a bancada municipal do PS publicou um comunicado, onde acusa o presidente da Assembleia Municipal de falta de “imparcialidade” e da “reserva que o cargo impõe”, acusando-o ainda de lidar mal “com os princípios democráticos”.

Segundo lê-se no comunicado, o presidente da Assembleia contactou a bancada socialista “para propor uma lista conjunta, impondo que a lista fosse composta por 2 elementos da coligação PSD-CDS, 1 elemento do PS e um elemento do Movimento de Independentes”

Ora, prossegue o comunicado, em reunião de bancada, foi entendido que a proposta “não refletia a composição atual da Assembleia Municipal, ou seja, 16 elementos da coligação PSD-CDS, 14 elementos do PS e 2 elementos do Movimento de Independentes”.

“Assim, em cumprimento da lei, do regimento da Assembleia e das regras democráticas, entendemos apresentar uma lista própria no momento adequado para tal, que foi democraticamente votada, resultando esta votação em 2 elementos da coligação PSD-CDS e dois elementos do Partido Socialista”, lê-se ainda no comunicado.

Lamentando a polémica criada em volta deste assunto, os socialistas questionam: “se a preocupação da coligação PSD-CDS era garantir a representação do movimento de independentes, porque não lhe garantiu um lugar elegível na lista que apresentou? Porque é que o PS deveria abdicar de um lugar e a coligação não deveria fazê-lo?”

“Da parte da bancada do PS, percebemos que o Senhor Presidente da Assembleia Municipal da Praia da Vitória é sectário, parcial e não está à altura da importância do cargo e, por isso, não merece a nossa confiança”, ajuízam.

© PE

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