GOVERNO LANÇA CONCURSO PÚBLICO PARA CONSERVAÇÃO DE 137.8 HECTARES DE FLORESTA EM SÃO MIGUEL

António Ventura, secretário regional da Agricultura e Desenvolvimento Rural, anunciou, esta quarta-feira, no Nordeste, que o Governo Regional dos Açores lançou um concurso público plurianual para implementação de serviços no perímetro florestal de São Miguel, para a conservação de 137.8 hectares, que terá um custo de 221.852,85 euros.

Citado em nota de imprensa, António Ventura falava numa visita ao Viveiro Florestal da Achada, onde frisou que “a manutenção e conservação das matas públicas constituem uma preocupação constante para o Governo Regional dos Açores”.

Nesse sentido, o governante adiantou que o Conselho do Governo aprovou o lançamento de um concurso público internacional para a venda de 218.8 hectares de criptoméria da ilha de São Miguel, no valor de cerca de 552 mil euros.

“A árvore tem cada vez mais uma influência decisiva na nossa vida presente e futura, quer na retenção de carbono no solo, na economia e na arquitetura paisagística dos Açores”, acrescentou.

O diretor regional dos Recursos Florestais, que também marcou presença na visita, explicou que em 2014, o Governo Regional iniciou um processo de gestão ativa da floresta pública na ilha de São Miguel, através do corte, venda de madeira e rejuvenescimento de povoamentos florestais, maioritariamente ocupados por criptoméria.

“Na sequência da monitorização que é realizada no âmbito deste processo, identificou-se que há, de momento, a necessidade de realizar algumas limpezas, associadas à regular gestão destas áreas, com vista a controlar a vegetação espontânea, para que se assegure o sucesso das plantações que têm sido efetuadas, numa área de 123,3231 hectares”.

Filipe Tavares acrescentou ainda que “foram igualmente identificadas áreas onde há a necessidade de proceder à retancha de algumas áreas, 8,4516 hectares, bem como à realização de pequenas intervenções culturais como podas e desramas numa área de 6,0274 hectares”.

Atendendo a que o reordenamento das áreas cortadas, adequando as áreas exploradas às condições edafoclimáticas das estações, verifica-se que em termos percentuais cerca de 54% continuam a ser áreas de produção e cerca de 46% áreas de proteção de solo e de conservação de biodiversidade, muito em particular as áreas adjacentes a linhas de água.

Deste modo, continuou, “com o incremento de área explorada, tem-se verificado que existe uma crescente área para a realização de limpezas, pelo que a título de exemplo, no ano de 2019, foram 65.0092 hectares e em 2020 incidiu em 64,5036 hectares”.

“A título excecional e no ano de 2021 já se fez dois ajustes diretos, um para uma área de 15.9968 hectares e para 2.9631 hectares, de modo a acudir-se áreas com maior necessidade”, concluiu o diretor regional dos Recursos Florestais do Governo de coligação PSD/CDS-PP/PPM.

© GRA | Foto: SRADR | PE

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