BE/AÇORES QUESTIONA GOVERNO REGIONAL SOBRE CIBERATAQUE A HOSPITAL DE PONTA DELGADA

O BE/Açores questionou o Governo Regional sobre o que está a ser feito para resolver os problemas informáticos do Hospital do Divino Espírito Santo, em Ponta Delgada, depois de ter sido alvo de um ciberataque.

Em requerimento entregue ontem no parlamento regional, o partido pergunta ao secretário regional da Saúde e Desporto, Clélio Meneses, “que medidas estão a ser implementadas de modo a resolver os problemas a que os sistemas informáticos do HDES [Hospital do Divino Espírito Santo] estão neste momento sujeitos”.

 “No espaço de menos de um mês, o HDES registou dois momentos de graves problemas no sistema informático que provocaram fortes constrangimentos na sua atividade clínica, sendo que atualmente os problemas se prolongam há mais de uma semana”, lê-se no comunicado enviado pelo BE.

O responsável pela tutela da Saúde admitiu, na segunda-feira, que o ataque terá causado atrasos na divulgação de testes negativos à covid-19.

“A nossa preocupação foi notificar os casos positivos. Está a haver um trabalho de recuperar todos aqueles negativos que não foram notificados, por impossibilidade. Não foi por incompetência, não foi por má vontade, foi por impossibilidade de proceder a esta notificação”, afirmou Clélio Meneses.

Para o BE, “a situação provocada pelas falhas no sistema informático do Hospital do Divino Espírito Santo é muito grave” e, por isso, insiste em “saber quais as consequências para a atividade clínica do hospital e quais as entidades responsáveis pela manutenção e pela segurança dos sistemas informáticos que foram alvo de ataque”.

No requerimento redigido pelo grupo parlamentar do BE, os dois deputados questionam as causas dos “problemas informáticos que se arrastam há mais de um mês” e “que ações concretas foram realizadas após o ataque informático reportado a 31 de maio para prevenir que a situação se repetisse”.

O partido “lamenta a falta de transparência do Conselho de Administração do hospital, que, num momento em que já era do conhecimento público o adiamento de muitas consultas, as dificuldades em aceder a exames e a impossibilidade de os médicos passarem receitas, por exemplo”, insistia em afirmar que não havia “quaisquer cancelamentos ou adiamentos na atividade do hospital”.

Nesse sentido, os parlamentares querem saber quantas consultas e exames foram cancelados ou adiados e “que procedimentos e atos clínicos e administrativos ficaram prejudicados ou impedidos de serem realizados durante as falhas no sistema”.

Em 24 de junho, o Governo dos Açores informou ter sido detetada “uma tentativa de intrusão externa no sistema informático” do Hospital de Ponta Delgada, pelo que foi acionado um plano de contingência.

“Tendo sido detetada uma tentativa de intrusão externa no sistema informático do Hospital do Divino Espírito Santo de Ponta Delgada, o Conselho de Administração informa que o mesmo está a funcionar com condicionantes, resultantes da necessidade de o defender e de repelir qualquer ação maliciosa”, lia-se na nota enviada às redações nesse dia.

Já em 31 de maio uma falha no sistema informático tinha causado atrasos nas consultas médicas.

© Lusa | Foto: DR | PE

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