BE/AÇORES ACUSA GOVERNO REGIONAL DE AUSÊNCIA DE PROPOSTAS PARA DESPOVOAMENTO

O BE/Açores acusou hoje o Governo Regional de não ter “propostas” para o despovoamento das ilhas, na sequência do encerramento de agências bancárias e do serviço dos CTT, tendo o executivo PSD/CDS-PP/PPM anunciado reuniões com empresas e Governo.

O BE/Açores e os partidos de direita que suportam o Governo Regional envolveram-se hoje num debate ideológico, no parlamento dos Açores, na Horta, na sequência de uma declaração política de António Lima, líder e deputado bloquista, que considerou que o executivo açoriano não apresenta “políticas concretas e muito menos propostas para combater a tendência de despovoamento” das diferentes ilhas.

O parlamentar referiu que “não deixa de ser interessante, do ponto de vista político, que do ajuntamento que forma esta coligação, governo e apoios parlamentares, só o PSD tenha levantado o problema do fecho das dependências bancárias”.

“Do Governo Regional e das restantes forças políticas que o apoiam, nem uma palavra! Percebem-se os motivos. Uns divertem-se em arraiais, outros digladiam-se em duelos internos, outros ainda desenvolvem caças às bruxas marítimas e museológicas, ou estão mais preocupados com as sondagens que preveem a sua extinção. Resta pouco espaço e tempo para o governo governar”, disse o deputado.

António Lima questionou ainda como “irão este governo e esta maioria fazer para inverter a situação degradada atual do serviço dos CTT nos Açores”.

Na sequência da declaração política do BE/Açores, a deputada social-democrata Délia Melo reconheceu que o encerramento de balcões “é de facto uma preocupação muito grande para o PSD”.

Segundo a parlamentar, contribui-se desta forma para o “despovoamento e retirada de serviços essenciais em zonas rurais”, fenómeno que se pretende “combater com políticas do governo para fixar as pessoas”.

O socialista Carlos Silva manifestou preocupação com o “esvaziamento de serviços públicos nas freguesias” dos Açores, tendo questionado o Governo Regional sobre eventuais reuniões realizadas com a banca para evitar o encerramento de balcões.

Carlos Furtado, deputado e líder do Chega, referiu que o BE “critica mas não faz nada”, lamentando as críticas às empresas e à iniciativa privada e apontando que “é por isso que as pessoas não acreditam no BE”.

Nuno Barata, líder da IL/Açores, declarou que o dirigente do BE de “dedicou ao arraial do disparate” e que foram bancos como o Santander que promoveram a “salvação dos erros da banca pública”, tendo exemplificando com o anterior Banco Comercial dos Açores, absorvido por aquele banco.

Paulo Estevão, do PPM, disse que o bloquista António Lima “quando os bancos não existem chora por eles” e questionou por que razão o antigo dirigente do BE, Francisco Louçã, “nada fez” sobre esta matéria no Conselho Consultivo do Banco de Portugal.

O vice-presidente do Governo dos Açores, Artur Lima, afirmou que, se lhe contassem, “não acreditava ver o BE a defender a abertura de agências bancárias”.

Artur Lima referiu que o Governo Regional “está atento”, tem vindo a reunir com a banca.

No caso do serviço prestado pelos CTT, o presidente do Governo, José Manuel Bolieiro, vai reunir com a administração da empresa, tendo já o secretário regional das Finanças escrito ao ministro das Finanças sobre o desalfandegamento das mercadorias para os Açores, concluiu o vice-presidente do executivo açoriano.

© Lusa | Foto: GC-BE/A | PE

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