2020: O ANO DA COVID-19

O ano de dois mil e vinte fica marcado, em todo o mundo, pela doença COVID-19, que provocou mudanças radicais no nosso estilo de vida e na forma como nos relacionamos uns com os outros, com expressões como distanciamento físico, confinamento, quarentena, isolamento profilático e até “habeas Corpus” a entrar no nosso léxico diário.

Foi na madrugada de 15 de março, um domingo, que a Autoridade de Saúde Regional (ASR) reportou o primeiro caso suspeito com resultado positivo nos Açores, resultado que foi validado no dia seguinte, 16 de março, pelo Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge. O novo coronavírus SARS-CoV-2 que provoca a doença COVID-19 chegara aos Açores, e os dias passaram a ser diferentes para todos nós.

Tratava-se, recorde-se, de uma magistrada do Tribunal de Angra, de 29 anos, residente na ilha Terceira, com história de passagem por Amesterdão, na Holanda, e Felgueiras, no continente português.

Em confinamento, as conferências de imprensa das 4 da tarde da ASR a partir do Solar dos Remédios, em Angra do Heroísmo, transmitidas pelo serviço público de televisão dos Açores, passaram a fazer parte do quotidiano dos açorianos, onde se destacou o então diretor regional da Saúde, Tiago Lopes, pela serenidade e assertividade com que, nestes tempos de enorme angústia e incerteza, apresentava a cada dia a situação epidemiológica na Região.

Vinte dias depois da confirmação do primeiro caso suspeito positivo, a 04 de abril, vem a notícia do primeiro caso de recuperação da COVID-19 nos Açores, precisamente a magistrada de 29 anos de Angra do Heroísmo.

Quatro dias depois, a 08 de abril, surge o primeiro óbito na Região associado à COVID-19. Hoje há a lamentar 22, seis dos quais na chamada “2.ª vaga”, na qual se registou os primeiros dois na ilha Terceira, sendo que todos os restantes ocorreram em São Miguel.

10 MESES DE COVID-19

O passado mês de dezembro revelou-se o mês com mais casos diagnosticados desde março de 2020 (916). É também em dezembro que se regista o maior número de recuperações (946), fruto da atualização dos critérios entretanto introduzidos pela ASR de acordo com as diretivas da Direção-Geral da Saúde. Em contrapartida, o mês de junho, apresentou o menor número de casos dos últimos 10 meses do ano, apenas seis.

Em termos de recuperações, depois de dezembro, novembro regista 240 recuperações, enquanto maio, com 83 recuperações, apresenta-se como o terceiro mês com mais doentes recuperados da COVID-19 do ano.

No que diz respeito aos óbitos, o mês de abril com 13 falecimentos apresenta-se o mais fatídico do ano. Segue-se o mês de dezembro que registou cinco óbitos.

Apesar do claro agravamento nos dois últimos meses anos, o Plano de Vacinação em marcha desde 31 de dezembro, permite-nos encarar 2021 com esperança, que junto iremos vencer este invisível inimigo comum, e que lá mais para frente, nunca antes de junho/julho, acreditamos nós, iremos regressar, aos poucos, à velha normalidade.

Que assim seja!

© PE

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão /  Alterar )

Google photo

Está a comentar usando a sua conta Google Terminar Sessão /  Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão /  Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão /  Alterar )

Connecting to %s