NOVAS INSTALAÇÕES DO MUSEU FRANCISCO DE LACERDA AVANÇAM NA CONCLUSÃO DO PLANO MUSEOLÓGICO

O Secretário Regional da Educação e Cultura afirmou ontem, em S. Jorge, que, com a conclusão da obra do Museu Francisco de Lacerda, cuja receção provisória ocorreu em meados de setembro, o Governo dos Açores “cumpriu” o plano da cultura, no que diz respeito à museologia.

Avelino Meneses, que falava à margem de uma visita às novas instalações do Museu Francisco de Lacerda, na antiga fábrica de conservas ‘Marie d’Anjou’, na Calheta, adiantou que esse plano visou dotar “cada uma das ilhas com uma unidade museológica de qualidade”.

Esse plano ficou “agora concluído” com esta obra de cerca de quatro milhões de euros, disse Avelino Meneses, acrescentando, no entanto, que “isto não é o ‘fim da história’, mas tão só uma etapa fundamental dela”.

Para o titular da pasta da Cultura, neste plano do Governo está “em aberto” o EcoMuseu do Corvo, que “é uma construção permanente”, a beneficiação do Núcleo de Santo André do Museu Carlos Machado, em Ponta Delgada, com a obra em curso das reservas visitáveis, a junção ao Museu de Angra do Heroísmo, ainda esta semana, de uma valência de arte contemporânea, e também, entre outros, uma intervenção de “maior folêgo” no Museu da Horta.

Avelino Meneses referiu, por outro lado, que, no caso do Museu Francisco de Lacerda, ao contrário das expetativas iniciais, a obra não está totalmente concluída por duas ordens de razões, nomeadamente as dificuldades de execução da empreitada numa encosta íngreme, que obrigou à revisão do processo construtivo e à sua suspensão por cerca de nove meses, e os efeitos da pandemia, que impediu o acesso dos subempreiteiros à obra, atrasando a sua produção.

As novas instalações, que têm como ponto alto a música, estão implementadas nos terrenos e edifício industrial da antiga fábrica de conservas ‘Marie D’Anjou’, em frente ao Porto da Calheta, e procuram também associar-se à requalificação imobiliária desta vila jorgense.

Este empreendimento desenvolve-se por três núcleos, relacionados com a ilha, a música e a indústria conserveira, e procura dar resposta às crescentes necessidades de reformulação e redimensionamento do espaço físico do Museu Francisco Lacerda.

As atuais instalações debatem-se com a exiguidade de espaços e outras situações que condicionam a conservação do acervo existente, a aquisição de novo espólio e a capacidade de captação de diferentes públicos, através do Serviço Educativo e de iniciativas culturais.

© GaCS/PB | Fotos: GaCS/SREC | PE

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