TSDT DOS AÇORES EM VIGÍLIA POR UMA CARREIRA JUSTA E EQUITATIVA E PELA SAÚDE NOS AÇORES

Os Técnicos Superiores de Diagnóstico e Terapêutica (TSDT) dos Açores juntam-se hoje, 30 de setembro, em vigília, por uma carreira justa e equitativa e pela saúde dos açorianos.

As vigílias decorrem simultaneamente, das 19:00 às 21:00, em oito das nove ilhas dos Açores: Nas Flores, em frente à Unidade de Saúde de Ilha; Faial, no Largo do Infante, na cidade da Horta; São Jorge, em frente à Câmara Municipal da Calheta; Terceira, frente à vice-presidência do Governo Regional dos Açores; Graciosa, na Praça Fontes Pereira de Melo, em Santa Cruz; São Miguel, Nó da rotundo do hospital, em Ponta Delgada; e Santa Maria, em frente à Unidade de Saúde de Ilha.

Nestas vigílias os TSDT açorianos convidam os utentes do Serviço Regional de Saúde a juntarem-se a eles levando consigo uma vela. A vigília decorrerá observando todas as medidas de segurança que este tempo de pandemia demanda, nomeadamente o uso de máscara social e respeitando o devido distanciamento físico.

A iniciativa enquadra-se em mais uma forma de protesto dos TSDT dos Açores, num braço de ferro com o Governo Regional que se arrasta desde dezembro de 2019, com reuniões entre a tutela e sindicatos representativos do setor, greves, manifestações, funerais simbólicos e uma carta aberta ao povo açoriano.

Fundamentalmente, os TSDT dos Açores reivindicam o descongelamento na nova carreira com a atribuição de um mínimo de 1,5 pontos ponto por cada ano, a correta distribuição dos profissionais pelas 3 novas categorias e a contagem integral dos anos de serviço para quem se encontra em contrato individual de trabalho.

Para os TSDT a última machadada, neste já longo processo, foi dada a 08 de setembro, quanto a maioria socialista na Assembleia Legislativa Regional rejeitou o projeto de iniciativa do CDS-PP que atribuía 1,5 pontos por cada ano de serviço, repondo a justiça à decisão unilateral do Governo que atribuiu um ponto por cada ano de serviço deixando de fora os trabalhadores em contrato individual de trabalho.

A valorização dos anos de serviço é para os TSDT algo de muito importante e da mais elementar justiça, pois segundo explicam, com a atribuição de um único ponto, profissionais com 10 e mais anos de exercício começam do zero, em pé de igualdade com outros profissionais recém-admitidos. No caso dos profissionais em regime de contrato individual de trabalho, que não foram contemplados nas transições decididas pela tutela, a situação agrava-se, alguns a trabalhar há mais de 15 anos, veem o seu tempo de serviço ser completamente apagado.

Relativamente aos trabalhadores em contratos individuais de trabalho a Secretaria Regional da Saúde acabou por recuar e o tempo de serviço prestado entre os anos de 2007 e 2018 foi contabilizado, conforme anunciou ontem, em Angra do Heroísmo, a secretária regional da Saúde, Teresa Machado Luciano, em conferência de imprensa.

PE

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