VASCO CORDEIRO DESTACA OBJETIVO ESTRATÉGICO DE REFORÇAR AUTONOMIA ENERGÉTICA DA REGIÃO

O Presidente do Governo destacou ontem o objetivo estratégico de reforçar a sustentabilidade e a autonomia energética da Região, que passa pelo investimento na área das energias renováveis, mas também pela adoção de padrões que garantam uma cada vez maior eficiência do consumo energético.

“Já temos um caminho percorrido que nos deve orgulhar naquilo que tem a ver com a produção de energias renováveis, mas temos de caminhar para uma cada vez maior eficiência energética do consumo, por exemplo, ao nível da mobilidade elétrica e dos próprios edifícios públicos”, afirmou Vasco Cordeiro.

O Presidente do Governo falava numa sessão de apresentação de investimentos do Grupo EDA para os próximos anos, que decorreu no âmbito do segundo dia da visita estatutária do Executivo açoriano à ilha das Flores.

Segundo disse, o reforço da eficiência energética assume-se, assim, como fundamental para que a Região possa alcançar os resultados que pretende nesta matéria, permitindo, por esta via, “valorizar e potenciar o esforço” que tem sido feito ao nível dos investimentos na produção de energia renovável nas várias ilhas.

“Neste domínio, é necessário termos presente que estes investimentos, para além do valor que têm em si mesmo, visam um objetivo mais global. Este sentido estratégico tem a ver com a questão da autonomia energética, no sentido de tornar a Região cada vez menos dependente de fontes de produção de energia que exigem o fluxo de contínuo de matérias-primas vindas exterior”, salientou Vasco Cordeiro.

Depois de recordar que os Açores, pelas suas caraterísticas arquipelágicas, necessitam de nove sistemas produtores de energia, o Presidente do Governo realçou, por outro lado, que a EDA tem um importante contributo a dar no sentido de ser parte da concretização desta estratégia que é definida a nível regional.

“Este conjunto de investimentos da EDA permite salientar o valor do Grupo para a Região, em primeiro lugar, como empresa regional, mas também como empresa com uma participação pública maioritária”, referiu Vasco Cordeiro.

“Este valor, muitas das vezes reduzido apenas à componente de dividendos, não pode ser esquecido naquilo que representa para a Região Autónoma dos Açores”, concluiu o Presidente do Governo.

No sistema electroprodutor dos Açores, as fontes de energia renováveis garantiram, em 2019, cerca de 37% do total de eletricidade produzida no arquipélago, com a fonte geotérmica a assumir o papel predominante (24%), seguindo-se a eólica (9%) e a hídrica (4%).

O plano de investimentos do Grupo EDA para 2020-2024 prevê alocar 158 milhões de euros, com 105 milhões dirigidos às energias renováveis e 53 milhões a sistemas de armazenamento de energia.

Fotos: GaCS/JAR | GaCS/PC/PE

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