COMISSÃO INSTALADORA DO CENTRO INTERPRETATIVO DA BASE DA LAJES SERÁ NOMEADA EM BREVE, ANUNCIOU AVELINO MENESES

O Secretário Regional da Educação e Cultura afirmou hoje, na Assembleia Legislativa, na Horta, que a Comissão Instaladora do Centro Interpretativo da Base das Lajes será nomeada “muito em breve”.

Avelino Meneses adiantou que a comissão será constituída pela Diretora Regional da Cultura, Susana Costa, e por Luís Andrade, da Universidade dos Açores, Olívio Rocha, do Instituto Histórico da Ilha Terceira, Tibério Dinis, da Câmara Municipal da Praia da Vitória, e João Guimarães, representante da Força Aérea Portuguesa.

O Secretário Regional considerou, por outro lado, que o Museu de Angra do Heroísmo cumpre “a promoção da coesão social, económica e cultural da nossa comunidade e das nossas ilhas”, pelo que manifestou reservas sobre a criação de um núcleo museológico na Praia da Vitória.

Para Avelino Meneses, no concelho da Praia a Vitória são várias as instalações museológicas que “registam importantes memórias do passado, sendo elas de caráter mais individual ou mais coletivo”, nomeadamente a casa de Vitorino Nemésio e a Casa das Tias, que rememoram o poeta, o Museu do Carnaval, nas Lajes, o Núcleo Museológico da Base Aérea n.º 4 e ainda o Museu do Vinho, nos Biscoitos.

De resto, acrescentou o Secretário Regional, na Praia da Vitória, o Forte de Santa Catarina, propriedade da Região e com protocolo de gestão com a Liga dos Combatentes, é já um núcleo museológico do Museu de Angra do Heroísmo, podendo, no entanto, a sua atividade ser “sempre melhorada através da realização de mais iniciativas”.

“Em tempos idos, do ponto de vista político-administrativo, quando Angra do Heroísmo era cidade e a Praia da Vitória era vila, justificava-se mais que o Museu de Angra do Heroísmo tivesse uma extensão na Praia da Vitória. Agora, com os dois povoados em pé de igualdade, não me parece de todo justificável, porque não há qualquer relação de dependência”, frisou Avelino Meneses.

“À Região compete o financiamento dos museus regionais, localizados em S. Miguel, Terceira, Faial e no Pico, e dos museus de ilha, localizados nas demais parcelas insulares”, referiu.

Por isso, com “a conclusão para breve do Museu Francisco de Lacerda, em S. Jorge, a Região cumpre o seu dever principal, que consiste em dotar cada uma das nossas ilhas com uma unidade museológica de qualidade, independentemente da sua classificação como regional ou de ilha”, afirmou Avelino Meneses.

PROJETO DE RESOLUÇÃO PARA CRIAÇÃO DE UM NÚCLEO MUSEOLÓGICO NA PRAIA DA VITÓRIA REJEITADO

Foi hoje a discussão e votação, na Assembleia Legislativa da Região Autónoma dos Açores, um projeto de resolução da autoria do grupo parlamentar do PSD/Açores para a “criação de um núcleo museológico na Praia da Vitória”, o qual foi rejeitado pela maioria socialista.

A este propósito, o deputado do PSD/Açores, César Toste, considerou que a criação de um núcleo museológico na Praia da Vitória, na dependência do Museu de Angra do Heroísmo iria permitir divulgar o vasto acervo etnográfico da Terceira.

O social democrata lamentou o chumbo do PS à iniciativa, realçando “a resistência do Governo Regional, na pessoa do sr. Secretário da Educação e Cultura, em avançar com uma iniciativa que só iria valorizar o concelho e a ilha”.

“O acervo etnográfico que está no Museu de Angra é vasto, e não podemos esquecer que parte do património cultural dos Açores e da Ilha Terceira teve a sua génese, situa-se ou tem a sua expressão mais significativa no concelho da Praia da Vitória”, disse.

Assim, “seria de todo importante e urgente recolher e tratar o património cultural daquele concelho, sendo que também o acervo do Museu de Angra do Heroísmo ia beneficiar com uma interpretação museológica instalada naquele concelho”, considerou.

César Toste lembrou o parecer positivo “da Câmara Municipal da Praia da Vitória, de gestão socialista, para que o projeto fosse avante. O Governo, pelo contrário, descredibilizou essa vontade, impedindo o crescimento da oferta cultural da Praia da Vitória e da Terceira”, lamentou.

O deputado apontou os exemplos de “outras estruturas de cariz museológico que permitem a visita e fruição de várias temáticas da nossa história e tradições. Enquanto isso, grande parte do espólio do Museu de Angra está armazenado e não pode ser visto”.

“Foi isso que deu origem à criação do Núcleo de História Militar, instalado no antigo Hospital Militar da Boa Nova, ou então todas aquelas peças continuariam escondidas do público”, explicou.

César Toste acrescentou que a proposta social democrata também visava “a recuperação de edifícios históricos para a instalação da estrutura, que não uma construção de raiz, pois devemos aproveitar e rentabilizar o que temos, até ao nível da equipa técnica do Museu de Angra do Heroísmo”, defendeu.

Fotos: © GaCS/PSD-A | GaCS/PB/PSD-A/PE

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