GOVERNO NEGA EXISTÊNCIA DE RACIONAMENTO DE COMBUSTÍVEL NO CORVO

O Governo dos Açores informa, em comunicado, que não existe qualquer racionamento de combustível para a ilha do Corvo, encontrando-se, através do Fundo Regional de Apoio à Coesão e ao Desenvolvimento Económico (FRACDE), a acompanhar os níveis de combustível atuais no mercado local.

Desse acompanhamento, diz o comunicado governamental, “resulta a garantia de que a ilha do Corvo dispõe, à data, de combustível para assegurar o quotidiano dos seus habitantes dentro da normalidade no decurso desta semana”.

Na sequência do previsível agravamento das condições meteorológicas, entre hoje e domingo, para os grupos Central e Ocidental, com previsões que apontam para vento de 60 a 70 km/hora e ondulação a variar entre 3 e 5,5 metros, a operação do navio que escala o Corvo prevista para esta semana, que deveria abastecer a ilha de mercadorias e combustíveis, será adiada para segunda-feira, 04 de maio.

Esta situação é, como sempre, avaliada pelo Governo dos Açores, através do FRACDE, em conjunto com o armador e a Autoridade Marítima, tendo por objetivo a salvaguarda da operação, em segurança, da tripulação, da carga e do navio em causa.

A escala do navio na próxima semana permitirá repor a capacidade de armazenagem e os níveis de combustível dos operadores locais.

A implementação no Corvo, há 15 anos, por parte do FRACDE, de uma reserva de combustível de 22 mil litros de gasóleo, surgiu, precisamente, da necessidade de garantir reservas de combustível para os operadores locais, que recorrem a esta sempre que necessário com vista a complementar a sua capacidade de armazenagem.

Esta reserva assume-se também como garante da disponibilidade de combustível nos momentos em que o abastecimento marítimo não é possível.

Esta infraestrutura tem permitido, ao longo destes 15 anos, garantir, a todo o momento, que não faltem combustíveis no Corvo.

Confirmando-se a impossibilidade de abastecimento de mercadorias esta semana por via marítima, o FRACDE disponibiliza o apoio à carga aérea, de bens alimentares, a partir de hoje, dentro dos mecanismos de que dispõe, a que os empresários locais podem recorrer nos termos e requisitos estabelecidos, como tem vindo a ser assegurado neste período pós furacão Lorenzo.

Ontem, em nota informativa, a representação parlamentar do PPM Açores denunciou o racionamento de combustível na ilha do Corvo. Segundo o PPM Açores, a situação deve-se ao facto de “as reservas, nomeadamente as do Fundo Regional de Abastecimento, encontram-se em valores mínimos”, situação que se arrasta desde o furação “Lorenzo” e que até agora nunca foi resolvida “por falta de vontade política do Governo”.

GaCS/FRACDE/PE

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