A RAZÃO DOS AVÓS!

Fernando Mendonça

Os avós, segundo o Professor Catedrático em Psiquiatria, Dr. Daniel Sampaio, “mostram um amor incondicional, uma disponibilidade continuada e, acima de tudo, uma tranquilidade relacional baseada na experiência, tornando singular o seu relacionamento com os netos”

Os avós, muitas vezes apelidados de protectores exagerados dos seus netos e consequentemente culpados do seu mau feitio, das suas birras, ou desrespeito pelas indicações dos pais ou professores, sentem-se no seu interior, magoados, quando na verdade, não só desempenham um papel de enorme ajuda aos pais, como também de reservatórios da família, que asseguram a sua continuidade!

Do muito que já li, ainda não vi nenhum estudo, que indicasse os avós como sendo a origem do difícil relacionamento e desconforto, que existe neste momento entre alguns pais e filhos e as próprias escolas!

Os avós, serão capazes de comprar o chocolate que os pais não queriam dar, ou aquele brinquedo que lhes enche a vista! De lhes cozinhar a refeição preferida, fechar os olhos à quebra daquele objecto, que involuntariamente foi quebrado enquanto na brincadeira! No entanto, não prescindem de lhes ensinar os princípios do respeito, pelos pais, professores ou pelos mais velhos… E fazem-no, não só porque são avô ou avó, mas também, porque está na origem da sua educação enquanto crianças no seu tempo, em que mesmo sem psiquiatras, nem psicólogos, aprendiam com os seus antecessores a serem jovens de carácter! Regras duras? Talvez! Mas resultados perfeitos…

Os avós (e não pretendo generalizar) enquanto que os pais, devendo estar com os filhos, não deixam de ver o tal jogo de futebol, aquele concerto que não se pode perder, ou a habitual cavaqueira com os amigos no café… São capazes de ficar com os netos, jogando uma marralhinha, vendo desenhos animados, ou contando uma história, mesmo que inventada na hora!

Tratando-se de repreender! Enquanto que os pais lhes surram o pêlo, ou lhes prometem pesados castigos! Os avós, passam-lhes a mão pelos caracóis e conta-lhes a história do lobo mau e do capuchinho vermelho, sem esquecer o resultado final, em que a bondade, acaba sempre vencendo a maldade!

Fernando Mendonça*
(*) Por opção, o autor rejeita o AO90.

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