AGRICULTURA AÇORIANA COM 133,7 MILHÕES DE EUROS EM 2027

O investimento previsto para 2027 pretende reforçar a capacidade produtiva da agricultura açoriana, através de apoios ao rendimento dos agricultores, da modernização das explorações, da melhoria das infraestruturas, da sustentabilidade ambiental e da valorização das produções regionais.

As prioridades foram apresentadas pelo secretário regional da Agricultura e Alimentação, António Ventura, na Comissão de Economia da Assembleia Legislativa da Região Autónoma dos Açores, no âmbito das audições às propostas de Plano e Orçamento para 2027.

“A riqueza de uma Região também se avalia pela sua capacidade de produzir alimentos para consumo interno e para expedição. Ao aumentarmos a nossa produção agroalimentar, como tem vindo a acontecer de forma progressiva, estamos a fortalecer a nossa Autonomia”, afirmou o governante, segundo uma nota de imprensa da Secretaria Regional da Agricultura e Alimentação.

Do montante global de 133,7 milhões de euros previsto para o setor, 53,8 milhões correspondem a verbas do Orçamento Regional, 59,6 milhões a fundos comunitários e 20,3 milhões a fundos da República.

APOIOS DO POSEI AUMENTAM 13%

Uma das prioridades passa pelo reforço do rendimento dos agricultores, estando previstos 21,8 milhões de euros para garantir os apoios do POSEI sem cortes nem rateios. A verba representa um aumento de 13% relativamente a 2026, correspondente a mais 2,4 milhões de euros.

“Apoiar os agricultores é apoiar todos os açorianos, para que tenham alimentos acessíveis e uma maior disponibilidade de alimentos regionais”, salientou António Ventura.

Os apoios ao investimento nas explorações agrícolas, aos jovens agricultores, às áreas florestais e ao programa LEADER ascendem a 25,8 milhões de euros, registando um crescimento de 50%, equivalente a mais 8,7 milhões de euros face ao ano anterior.

Este reforço pretende estimular a modernização das explorações, promover a renovação geracional e aumentar a capacidade de resposta do setor aos desafios económicos, ambientais e produtivos.

Nas infraestruturas agrícolas, estão destinados 21 milhões de euros à beneficiação de caminhos agrícolas, ao abastecimento de água e à eletrificação, com intervenções destinadas a melhorar as condições de exercício da atividade em todas as ilhas.

MAIS INVESTIMENTO NA SUSTENTABILIDADE E NO BEM-ESTAR ANIMAL

Na vertente ambiental, a sustentabilidade, a agricultura biológica e a atividade agroflorestal contam com uma dotação de 17,6 milhões de euros, mais 36% do que em 2026.

A segurança alimentar e a sanidade vegetal e animal dispõem de 4,9 milhões de euros, enquanto o investimento no bem-estar animal aumenta 44%, atingindo 2,6 milhões de euros.

O Plano prevê ainda 4,9 milhões de euros para projetos comunitários, no âmbito dos programas LIFE e Açores 2030.

Entre as novas áreas de intervenção encontram-se a agricultura de precisão, a digitalização, a agrotecnologia, a agricultura de carbono, a nutrição dos agroalimentos, o combate ao desperdício alimentar e a internacionalização dos lacticínios açorianos.

PROJETOS ESPECÍFICOS PARA VÁRIAS ILHAS

A proposta contempla também iniciativas orientadas para as características e potencialidades produtivas de diferentes ilhas.

Na Graciosa está prevista a experimentação de leguminosas, enquanto em São Jorge será valorizada a diversidade produtiva das fajãs. No Porto Martins, na ilha Terceira, estão previstas ações de proteção, classificação e promoção dos olivais e da azeitona, estando igualmente contemplada a recuperação da cultura da figueira na ilha do Pico.

Para António Ventura, a agricultura açoriana deve continuar a afirmar-se como um pilar estratégico da economia regional e da autonomia alimentar.

“Queremos uma agricultura mais moderna, sustentável e competitiva, capaz de responder às necessidades alimentares da Região, valorizar os nossos produtos e conquistar novas oportunidades nos mercados. Investir na agricultura é investir no futuro dos Açores, na vitalidade das nossas ilhas e na capacidade de produzirmos cada vez mais e melhor”, concluiu o secretário regional.

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