CORVO RECEBE PELA PRIMEIRA VEZ FINANCIAMENTO DO FUNDO DAS FREGUESIAS

O Município do Corvo vai passar a beneficiar, pela primeira vez, de financiamento através do Fundo de Financiamento das Freguesias, depois de uma alteração legislativa que veio corrigir uma desigualdade que, segundo o PPM/Açores, penalizava há décadas o único município português sem freguesias.

A concretização da medida está prevista no Mapa 13 do Orçamento do Estado para 2027, que contempla uma transferência de 118.683 euros para o Corvo. Deste montante, 62.402 euros correspondem ao Fundo de Financiamento das Freguesias e 56.281 euros a uma transferência adicional.

De acordo com a nota informativa divulgada pela Representação Parlamentar do PPM/Açores, a alteração resulta de uma iniciativa legislativa apresentada pelo partido na Assembleia Legislativa da Região Autónoma dos Açores e aprovada em plenário a 8 de julho de 2025.

A iniciativa tinha como objetivo assegurar ao Município do Corvo o acesso às transferências financeiras do Estado destinadas às freguesias, tendo em conta a especificidade administrativa daquela ilha.

O Corvo constitui um caso único na organização administrativa portuguesa, por ser o único município do país que não possui freguesias. Segundo o PPM/Açores, esta particularidade significava que o município assumia competências e responsabilidades próprias de uma freguesia sem beneficiar das correspondentes transferências previstas no Orçamento do Estado.

Após a aprovação da iniciativa pelo Parlamento açoriano, o processo legislativo prosseguiu na Assembleia da República, culminando na aprovação da Lei n.º 50/2026, de 17 de agosto. A legislação passou a consagrar expressamente o direito do Município do Corvo a receber uma dotação anual do Fundo de Financiamento das Freguesias.

Para o PPM/Açores, a concretização desta alteração representa o reconhecimento de um princípio de justiça e igualdade territorial, ao assegurar que as especificidades administrativas do Corvo não resultem na perda de recursos destinados ao exercício de competências que o município efetivamente assegura.

A Representação Parlamentar do PPM/Açores congratula-se, assim, com a concretização da medida, considerando que esta constitui “um passo importante na defesa dos interesses da população do Corvo” e põe fim a uma desigualdade histórica.

Na nota informativa, o partido considera ainda que a medida representa “uma vitória para o Corvo, para a autonomia regional” e para o princípio de que todos os territórios portugueses devem beneficiar de um tratamento justo e equitativo por parte do Estado, independentemente da sua dimensão ou localização geográfica.

Com a inclusão da verba no Orçamento do Estado para 2027, o Corvo vê reconhecido, segundo o PPM/Açores, um direito que lhe tinha sido negado durante décadas, passando a dispor dos recursos financeiros associados ao novo enquadramento legal.

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